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World Politics Review Global Insider: ECOWAS Mission in Guinea-Bissau Shows Little Success

Bissau: situação tem continuado a agravar-se

World Politics Review Global Insider: ECOWAS Mission in Guinea-Bissau Shows Little Success At a summit meeting earlier this month, leaders from the Economic Community of West African States (ECOWAS) extended the mandate of a small peacekeeping force in Guinea-Bissau that was put in place after a coup in the West African state in April. In an email interview, Lars Rudebeck, a professor emeritus of political science at Upsalla University in Sweden, discussed ECOWAS’ mission in Guinea-Bissau. WPR: What is the composition of the ECOWAS force in Guinea-Bissau, and what are its goals? Lars Rudebeck: The force is made up of around 600 soldiers from Burkina Faso, Senegal and Togo, according to ECOWAS. It was initially deployed in May 2012 for six months. At the ECOWAS summit meeting in Abuja, Nigeria, earlier this month, the decision was made to extend the mandate for the force for another six months. It is reported that Nigerian troops will now be substituting for some of the others. The ECOWAS force was deployed after a roughly equally large Angolan force was obliged to leave after the military coup on April 12, 2012. The Angolan soldiers had arrived in March 2011 on invitation by the legal government that was overthrown by the coup. They had all left by early June 2012. The official reason for the presence of the ECOWAS force is to support and help pave the way for peaceful transition/return to constitutional democracy, after the electoral process was interrupted in April between the first and second rounds of the presidential election then underway. Underlying this are interests in control — West African, particularly Senegalese and Nigerian, as opposed to Angolan — and a measure of stability. WPR: How effective has the mission been? Rudebeck: The short answer is that, so far, the mission has not been effective at all. Overall the political, economic and social situation seems to have continued to deteriorate since the coup. The following are a few indications: – Frequently closed banks, which cause great difficulties for, among others, farmers attempting to market their cashew harvest, due to lack of buyers’ access to cash. This in turn is serious both for the farming population, the great majority in Guinea-Bissau, and for the national economy — cashew exports are almost the sole source of foreign currency besides foreign aid, which is also dwindling. – Frequently closed schools, due to teachers striking over unpaid wages. – Difficult access to all kinds of oil-based fuels. – Rising unemployment in urban centers. – No apparent end in sight to Guinea-Bissau’s role as a significant hub in drug trafficking between Latin America, especially Colombia, and Europe. – The sacking in early August 2012 of the director of the independent social science research institute INEP, who had come out openly in May in support of an immediate return to constitutional democracy. – An armed attack on a military base near Bissau, the capital city, on Oct. 21, in which six assailants and one guard were killed. The leader of the assault, an army captain, was caught and is now being held in jail. – The severe beating of two leading representatives of the democratic opposition outside Bissau on Oct. 23. They were then dumped in the countryside. WPR: How does the mission in Bissau reflect on ECOWAS’ larger role as a conflict manager in West Africa? Rudebeck: To date, it does not reflect very positively, judging from the lack of success. Still, the fact that ECOWAS intervened at all probably looks better, so far, than if it had simply remained passive. In the longer run, however, it is an increasingly serious problem for ECOWAS that the entire “international community,” with ECOWAS as the sole significant exception, refuses to accord any legitimacy at all to the coup government ECOWAS itself is cooperating with.

via o máximo.

Ditadura do Consenso: Novo governo e alargamento à CPLP de força de estabilização

Novo governo e alargamento à CPLP de força de estabilização

A crise política criada pelo golpe de Estado de abril na Guiné-Bissau, evolui no sentido da transferência para a ONU e/ou para a UA da coordenação do processo de transição política. Outras tendências são a entrada da CPLP na força de estabilização, e a constituição de um novo governo alargado ao PAIGC, com a missão apurar a governação e preparar a realização de eleições gerais.

Os países da CPLP dos quais serão originiárias os contingentes a agregar à força de estabilização, variarão consoante a natureza que a mesma vier a ter. É notada uma vontade particular de Angola de participar, quer a força seja continental ou internacional. Em caso de força internacional ou mista, o Brasil também é candidato.

A ONU e a UA dispõem já de garantias suficientes de que estão criadas condições políticas e práticas para a introdução de mudanças no quadro da actual situação na Guiné-Bissau – consideradas de importância capital, tendo em vista o fim do isolamento externo do país e abrandamento/levantamento de sanções internacionais.

Para 13 e 14 de Setembro, em Nova Iorque, está marcada uma reunião alargada a todas as partes interessadas no processo – ONU, UA, União Europeia, CEDEAO e CPLP. O objectivo é o de definir um modelo de coordenação do acompanhamento do processo e adoptar o respectivo roteiro.

Entre as ideias chave em que se inspirará o roteiro para a paz e estabilização da Guiné-Bissau avultam a reestruturação das Forças Armadas e de segurança e melhorias no funcionamento do sistema judiciário. É admitida a possibilidade de integrar temporariamente no corpo de juízes magistrados contratados em Portugal ou Brasil.

via Ditadura do Consenso: Novo governo e alargamento à CPLP de força de estabilização.

Guiné-Bissau: “Pedido de força multinacional deve vir das autoridades guineenses” — Representante ONU – SIC Notícias

Bissau, 23 ago (Lusa) – O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, disse hoje que qualquer pedido de uma força multinacional sob a égide da ONU para o país só deverá ser feito pelas autoridades guineenses.

O responsável da ONU respondeu desta forma a uma pergunta que lhe foi feita numa conferência de imprensa, em que falou dos passos que estão a ser dados pela sua instituição para ajudar a Guiné-Bissau a sair da crise criada com o golpe de Estado de 12 de abril passado.

Instado a comentar as declarações do primeiro-ministro deposto pelo golpe, Carlos Gomes Júnior, que defende o envio de uma força multinacional sob a bandeira da ONU para a Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba esclareceu que tal só poderá ser analisado ao nível do Conselho de Segurança, mas desde que venha um pedido das autoridades guineenses.

via Guiné-Bissau: “Pedido de força multinacional deve vir das autoridades guineenses” — Representante ONU – SIC Notícias.

É na koi-koi « pasmalu

6.7.2012

Ontem, um grupo de militares do contingente da CEDEAO tomou de assalto a Assembleia Nacional Popular. Fortemente armados, com carros de combate e militares fardados e à civil (mas consistentemente armados), entraram na sede da ANP, passeando-se com total à vontade nos corredores do Parlamento.

Questionado sobre a sua presença, o auto-proclamado presidente da ANP disse nada saber e lá acabou o responsável pela segurança por dizer que eles tinham aparecido de surpresa afirmando que se vinham “instalar”…

Esta atitude da ECOMIG causou uma autêntica revolta, mesmo a nível das chefias militares, que cada vez mais se sentem como um verdadeiro verbo de encher e a quem lhes querem retirar o habitual protagonismo.

Estas chefias afirmam mesmo à boca cheia que afinal quem precisa de uma reforma no sector da defesa e segurança são os militares do Senegal, Burkina, Costa do Marfim e Nigéria, que desconhecem qual a missão que deveriam ter num país estrangeiro.

Acresce que a este comportamento se junta o das chefias militares, especialmente dos nigerianos que passam os dias na piscina do Hotel Azalai, divertindo-se com as meninas de ocasião que, agora, abarrotam esta unidade turística.

Enquanto isso, e com o dinheiro a acabar, o mal-estar nos quartéis cresce dia a dia. Todos os dias os militares vão ao Ministério das Finanças levantar elevadíssimas somas de dinheiro, supostamente para a compra de alimentos, mas que são logo desviadas para as casas que as chefias estão a construir a uma velocidade vertiginosa.

Os montantes diários pedidos são astronómicos, suportados em orçamentos que eles apresentam e que exigem serem eles próprios a gerir, respondendo assim à proposta dos quadros do Ministério das Finanças de serem eles a fazer as compras e a entregar-lhes posteriormente. Calcule-se que para uma semana pedem 10 milhões de CFA para comprar sal.

Por este andar acabam todos por ter um AVC…

via É na koi-koi « pasmalu.

Angola Press – África – Presença de soldados no Parlamento leva a suspensão dos trabalhos

Bissau – A presença de cerca de uma dezena de soldados armados da África Ocidental nas instalações do Parlamento da Guiné-Bissau levou hoje (quinta-feira) a suspensão dos trabalhos, depois de os deputados se terem manifestado incomodados.

 

O primeiro a questionar a presença dos soldados da força de alerta da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) logo a entrada do Parlamento foi Rui Diã de Sousa, líder da bancada parlamentar do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

“Senhor presidente, gostaríamos de saber o porquê da presença inusitada de soldados à porta do Parlamento?”, perguntou Diã de Sousa, dirigindo-se a Ibraima Sory Djaló, presidente em exercício do parlamento guineense.

“Também não sabemos bem, mas julgamos que a presença deles é no âmbito do mandato da força da CEDEAO no país, isto é, proteger as instituições do Estado. Poderá ser isso”, afirmou Sory Djaló.

“Na nossa óptica, essa justificação não colhe até porque nunca isso aconteceu e mesmo que fosse isso o Parlamento devia ser previamente informado da sua presença. Por esse motivo a bancada do PAIGC vai abandonar a sessão para uma concertação”, disse Rui Diã de Sousa, precipitando o abandono de todos os deputados do PAIGC da sala do hemiciclo.

Manifestando-se descontente com esta postura dos deputados do PAIGC, Sory Djaló, que ainda tentou demovê-los de abandonarem a sala, pedindo calma, deu por suspensa a sessão de hoje (quinta -feira), convocando os deputados para sexta-feira.

Quando os deputados trocavam alegações sobre a presença dos soldados da CEDEAO, estes mantinham-se em cima de uma carrinha de caixa aberta com armas apontadas para a sede do Parlamento.

 

 

À saída do hemiciclo, a Lusa tentou falar com o líder da bancada parlamentar do PAIGC, mas Rui Diã de Sousa disse que não pretendia dizer nada.

 

Serifo Djaló, líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS, principal força politica da oposição guineense) saiu do hemiciclo e logo de seguida entrou para uma reunião de concertação com o presidente em exercício do Parlamento.

 

Cerca de meia hora depois da suspensão dos trabalhos no Parlamento, os soldados da CEDEAO retiram as armas pesadas que tinham instaladas na entrada, mas mantiveram-se no local munidos de espingardas Kalashnikovs).

via Angola Press – África – Presença de soldados no Parlamento leva a suspensão dos trabalhos.

Crises na Guiné-Bissau e no Mali dominam 41ª Cimeira da CEDEAO

Abuja – A situação política na Guiné-Bissau e a crise político-militar no Mali vão dominar as discussões durante a 41ª Cimeira Ordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorre nesta sexta-feira em Yamoussoukro, na Côte d´Ivoire, indicou a Comissão da organização sub-regional num comunicado.

A Comissão declarou que durante esta cimeira os chefes de Estado serão informados sobre o estado atual da mediação na crise maliana pelo Presidente burkinabe, Blaise Compaoré, medianeiro designado pelos líderes regionais após o golpe de Estado de 22 de março que destituiu o Presidente Amadou Toumani Touré.

Os dirigentes serão igualmente informados pelo presidente do Grupo de Contacto Regional sobre a Guiné-Bissau sobre os desenvolvimentos neste país, onde os soldados frustaram o processo democrático ao tomar o poder pelas armas a 12 de abril.

Os dirigentes oeste-africanos que participam na cimeira vão abordar igualmente, entre outros, os relatórios do presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Ouédraogo Desiré, sobre a situação no Mali e na Guiné Bissau.

Na agenda da cimeira figura igualmente a tomada de posse de Kadré Ouédraogo, que iniciou a sua função como presidente da Comissão da CEDEAO em março passado.

via Crises na Guiné-Bissau e no Mali dominam 41ª Cimeira da CEDEAO.

Guinée-Bissau : L’Uemoa et le Nigéria vont “éponger les arriérés de salaires” des fonctionnaires (Ouattara) #CIV2010

Abidjan – L’Uemoa et le Nigéria vont aider la Guinée Bissau, membre de l’organisation, à “éponger les arriérés de salaires” de ses fonctionnaires, a annoncé, mercredi, le président ivoirien, Alassane Ouattara, alors que le pays traverse depuis ces derniers mois une crise politique, née du coup d’Etat perpétré le 12 avril.

“Les pays membres et le Nigéria ont décidé de contribuer au renforcement de l’économie de la Guinée-Bissau, en épongeant les arriérés de salaires (des fonctionnaires). Nous allons mettre en place un financement pour permettre de gérer la transition” en cours dans ce pays”, a déclaré M.Ouattara, à son retour d’un sommet de l’Union, tenu à Lomé (Togo).

Le chef de l’Etat a également indiqué que “les Chefs d’Etat ont salué le retour progressif de la normalité en Ginnée-Bissau, après le retour des civils aux pouvoir.

Une transition politique est en cours en Guinée-Bissau, où une force ouest-africaine, essentiellement composée de soldats nigérians et burkinabés, a été déployée pour protéger les instances et personnalités politiques chargées de conduire ce processus.

via Guinée-Bissau : L’Uemoa et le Nigéria vont “éponger les arriérés de salaires” des fonctionnaires (Ouattara) #CIV2010.