Consequencias Golpe Militar

PÁGINA GLOBAL: Governo de transição da Guiné-Bissau fixa preço mínimo do caju em 0,32 cêntimos

Bissau, 28 mai (Lusa) – O governo de transição da Guiné-Bissau anunciou hoje que fixou em 210 francos CFA (0,32 cêntimos) o preço mínimo para o quilo de caju, o principal produto de exportação do país.

Na presente época do caju, que já começou há cerca de dois meses, o governo não fixou um preço de referência, ao contrário do que tem sido prática noutros anos, alegando que seria o mercado a definir um preço.

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa dos ministros das Finanças, Abubacar Demba Dahaba, e do Comércio e Indústria, Abubacar Baldé, depois de dois dias de intensas reuniões com agricultores, intermediários, empresários e setor bancário.

Na semana passada os agricultores disseram que a campanha de comercialização de caju deste ano ia “muito mal” e ameaçaram parar a venda.

“O Governo é o principal responsável por este desastre que é a campanha deste ano. Comprar o caju ao preço de 150 francos CFA (22 cêntimos) o quilo nas mãos do agricultor é levar o agricultor à pobreza extrema”, disse o presidente da Associação Nacional dos Agricultores, Mamasamba Embaló, acrescentando que o mesmo caju é vendido no Senegal a pelo menos 400 francos.

Depois de reuniões com o setor privado na segunda-feira e hoje com o setor bancário o governo decidiu fixar um preço mínimo e fixar também em 10 francos por quilo a taxa que é paga para o fundo do caju (em vez de 50 francos).

Abubacar Demba Dahaba disse que no interior do país se estava a praticar preços de compra entre os 75 e os 150 francos e que a taxa do caju também estava a “bloquear a exportação”.

“Com isto pensamos desbloquear a exportação da castanha de caju”, disse o ministro, acrescentando que também com o setor bancário se chegou a um acordo para que a banca financie os empresários, até agora descapitalizados.

O dinheiro recolhido com a taxa sobre o caju noutros anos (criada em 2011 e denominada Fundo de Promoção de Pequenas e Médias Indústrias de Transformação) ronda os cinco mil milhões de francos (7,6 milhões de euros) e servirá como “fundo de garantia para os operadores poderem pedir dinheiro aos bancos”, explicou o ministro das Finanças.

“Os bancos estão disponíveis para emprestar dinheiro”, disse o ministro, segundo o qual “não é tarde” para que as medidas possam surtir efeito e a campanha do caju deste ano ainda seja um sucesso.

Em 2011 a Guiné-Bissau exportou mais de 170 mil toneladas de caju, que renderam cerca de 156 milhões de euros. No ano passado, devido ao golpe de Estado mas também a menor produção, a exportação baixou.

Na Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo, um bom ano de colheita de caju é fundamental para a economia do país, que assenta essencialmente no produto. Cerca de 85 por cento das pessoas nas zonas rurais são pequenos produtores de caju.

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Novas da Guiné Bissau: Jornalista Sumba Nansil detido pelo Ministério Público

Bissau – O jornalista de Bissau Digital e apresentador do célebre programa matinal da Rádio privada Galáxia de Pindjiguiti «BOM DIA GUINÈ», Sumba Nansil, foi preso pela Polícia Judiciária, a mando do Ministério Público.

A detenção, que logo suscitou agitações no seio da classe jornalística guineense e da sociedade, insere-se no âmbito de um processo em que Sumba Nansil é acusado, pela Procuradoria-Geral da República, de ter publicado um artigo envolvendo as declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados, nas quais, Domingos Quadé pediu ao Ministério Público que proceda uma ampla investigação sobre a corrupção.

No entender da Procuradoria-geral da República, o jornalista teria adulterado as reais declarações do Bastonário, ao ter escrito que este apontou o «dedo acusador» apenas ao Ministério Público, facto que, para a Procuradoria-geral da República, pretendia lesar o bom nome da instituição, que decidiu interpor uma acção judicial contra Sumba Nansil.

A detenção do jornalista em nada está relacionada com este processo específico mas enquadra-se num outro, no qual Nansil é acusado de crime de desobediência, por se ter alegadamente recusado a receber uma das notificações do magistrado encarregue do processo.

Sumba Nansil tinha-se deslocado ao Ministério da Justiça para tratar de um assunto particular, ocasião em que um oficial da justiça o interceptou com a citada notificação para assinar, que, ao que tudo indica, trava-se da aplicação de uma medica de coacção sob Termo de Identidade e Residência. A atitude foi repudiada pelo jornalista, que considerou que a notificação deveria ser endereçada ao seu local de trabalho ou ao escritório do seu advogado, em vez de ser entregue ocasionalmente na rua, como foi o caso.

O magistrado do Ministério Público considerou o acto do jornalista como uma clara desobediência judicial, ordenando a sua imediata detenção, em cumprimento de uma ordem expedida desde Maio, mas só agora é que foi executada pela Policia Judiciária.

O advogado de Sumba Nansil, Alex Bassucu Santos Lopes, considera extemporânea a execução da ordem de prisão. O principal processo que envolve o jornalista encontra-se no Tribunal Regional de Bissau, para efeitos da marcação do julgamento. O causídico quer que tudo seja esclarecido na sessão de julgamento, cuja data não foi ainda anunciada.

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Intérprete do americano que apanhou Bubo na Tchuto violentamente agredido | Lusomonitor

por LUSOMONITOR em May 23, 2013 • 11:05 Sem Comentários

Russel Hanks, agente norte-americano em Bissau envolvido na montagem da operação que levou à detenção de Bubo na Tchuto, almirante guineense considerado um “barão” do narcotráfico pelos norte-americanos, fazia-se acompanhar por um intérprete guineense. Depois da detenção de na Tchuto e da partida de Hanks, Ensa Sanhá foi alvo de violenta agressão, noticia o Africa Monitor.

Guineense com bons conhecimentos da língua inglesa, que devido às suas funções de intérprete aparecia amiúde na companhia de Hanks nas ruas de Bissau, Ensa Sanhá foi alvo de violenta agressão nas imediações do Hotel Alif, adianta a mesma fonte.

Sanhá foi depois abandonado em estado inconsciente numa pedreira e mais tarde evacuado de urgência para Dacar, no vizinho Senegal. Segundo o Monitor, as indicações são de que os agressores tenham sido militares.

Hanks Deixou Bissau em vésperas do desencadeamento das operações de detenção de na Tchuto. Nominalmente representante oficial dos EUA em Bissau, era na verdade um experimentado oficial da DEA-Drug Enforcement Administration.

O governo guineense foi posteriormente implicado no narcotráfico pelos detidos pela DEA.

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Novas da Guiné Bissau: Declaração local da União Europeia sobre as violações dos direitos humanos na Guiné-Bissau

Declaração local da União Europeia sobre as violações dos direitos humanos na Guiné-Bissau

A Delegação da União Europeia emite a seguinte declaração em acordo com os Chefes de Missão da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau:

A Delegação da União Europeia tomou conhecimento do incidente que ocorreu na noite do dia 11 de Maio de 2013, durante a qual o cidadão Bissau-Guineense Ensa Sanha foi raptado e levado para os arredores de Bissau, onde foi barbaramente espancado por um grupo de indivíduos e abandonado.

Tais violações dos direitos humanos, inaceitáveis em qualquer Estado de direito democrático, ameaçam os esforços em curso no sentido do retorno da ordem constitucional ao país e demonstram mais uma vez a necessidade urgente de combater a impunidade.

A Delegação da União Europeia condena firmemente esses actos e insta as autoridades competentes para abrir imediatamente um inquérito sobre as circunstâncias deste incidente, no sentido de responsabilizar os autores deste crime pelas suas acções.

Bissau, 17 de Maio de 2013

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PGR da Guiné-Bissau diz que democracia está em perigo com espancamento de cidadãos – Mundo – Notícias – RTP

Lusa 15 Mai, 2013, 14:33

O Procurador-Geral da Republica da Guiné-Bissau, Abdú Mané, considerou hoje que a democracia está em perigo no país com o espancamento sistemático de cidadãos por agentes ligados aos serviços do Estado.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita do novo presidente do Supremo Tribunal de Justiça ao Ministério Publico, o Procurador guineense reagiu ao espancamento no último fim de semana de Ensa Sanha, recentemente nomeado embaixador dos Direitos Humanos.

“Lamentamos porque estamos a viver uma espécie de deterioração cíclica sobre a liberdade e a vida. Nós não podemos aceitar o espancamento na nossa sociedade. A nossa bandeira desde o início (de funções) foi o combate à impunidade. Tem que se investigar, havendo indícios de cometimento de crime, vamos avançar, contra seja quem for”, disse o Procurador Abdú Mané.

Segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, que denunciou o caso, Ensa Sanhá teria sido detido por indivíduos não identificados num restaurante de Bissau e conduzido para os subúrbios da capital guineense onde seria espancado “de forma cruel e bárbara”.

Ensa Sanhá esteve internado nos cuidados intensivos do hospital Simão Mendes de Bissau mas neste momento encontra-se em tratamento médico especializado em Ziguinchor, no sul do Senegal.

“Essa situação é intolerável. É inadmissível, não podemos aceitar espancamento de pessoas. Quer dizer que qualquer um de nós está sujeito a isto, utilizando o nome de Segurança de Estado (a `secreta` guineense), ou Polícia Judiciária, para espancar pessoas”, disse o Procurador-Geral da Republica

Abdú Mané disse que pediu à Polícia Judiciária (PJ) para apresentar até quinta-feira ao Ministério Público os resultados do inquérito que mandou instaurar sobre o caso.

“A PJ já está a investigar e demos prazo de até amanha (quinta-feira) para aprofundar as investigações e apresentar factos para podermos avançar. Este caso não vai ficar assim, porque mexe com a nossa sociedade. Até a democracia pode estar em perigo. Se houver algum problema as pessoas devem avançar para o tribunal não fazendo a justiça com as próprias mãos”, sublinhou Mané.

Em comunicado, a Liga Guineense dos Direitos Humanos alertou a comunidade internacional sobre “o clima de terror instaurado no país” decorrente das “sistemáticas agressões e espancamentos seletivos de cidadãos”.

via PGR da Guiné-Bissau diz que democracia está em perigo com espancamento de cidadãos – Mundo – Notícias – RTP.

o máximo: Bissau: Violência galopante

21.12.12

Bissau: Violência galopante

Em comunicado divulgado dia 10 deste mês, a Liga Guineense dos Direitos Humanos diz que com o golpe de Estado de 12 de Abril a Guiné-Bissau recuou na consolidação do Estado de direito e democrático e que se assiste, progressivamente, “a um aumento galopante da violência, da situação de pobreza extrema, da desigualdade social entre homens e mulheres e do crime organizado”. Hoje na Guiné-Bissau há “uma restrição ilegal” dos direitos dos cidadãos e das suas liberdades fundamentais, “nomeadamente as liberdades de manifestação, de reunião, de imprensa e de expressão”, acusa a Liga. Por isso, continua, “o silêncio acabou por constituir o refúgio dos principais atores políticos e sociais, como forma de salvaguardar a vida e a integridade física”, tendo mesmo assim “vários cidadãos sido vítimas” de violações graves de direitos e liberdades fundamentais. A liga dá como exemplo os “espancamentos brutais” de dois políticos, Inacuba Injai e Silvestre Alves, e a “tortura e execução sumária de um cidadão de nome Luís Ocante da Silva”. Citando informações provenientes do arquipélago dos Bijagós, a Liga dos Direitos Humanos referiu que quatro cidadãos de Bolama terão sido assassinados em Outubro passado, na sequência de um assalto, dias antes, a um quartel em Bissau. “Em face do exposto, o clima político-militar e a situação no país reclama de uma vez por todas uma genuína e verdadeira reconciliação nacional, fundada nos valores da justiça, tolerância, diálogo inclusivo e respeito pelos direitos humanos”, diz o comunicado, acrescentando que são necessárias reformas profundas do Estado, em particular o sector de defesa e segurança. A Liga critica também a “ausência de progressos” em relação a investigações de crimes políticos ocorridos no país nos últimos anos, do antigo Presidente Nino Vieira ao recente caso da morte do deputado Roberto Cacheu. A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige das autoridades judiciais “um rápido esclarecimento cabal e transparente dos acontecimentos trágicos acima referidos, como forma de erradicar a impunidade no país, e criar bases sólidas rumo à consolidação da paz e à reconciliação nacional”.

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Ditadura do Consenso: ATENÇÃO: Procura-se…o PGR da Guiné-Bissau!

“Aly,

Com o pedido de anonimato, segue para publicação. Estamos cheios de medo.

O Deputado Roberto Ferreira Cacheu (segundo informações dos familiares foi levado de uma das dependências Diocesiana sita no B° de Ajuda pelos militares do batalhão de Mansôa), no espaço de um mês, o balanço sobre perdas humanas e violações dos direitos humanos, é macabro e extremamente assustador. Terrificante mesmo meus irmãos,… senão vejamos:

Sete (7) mortos, todos da etnia Felupe, na inventona do mal encenado ataque do capitão Pansau Ntchama ao quartel dos Para-Comandos em Bra;

Três (3) mortos, diz-se testemunhas do simulacro da detenção do Capitão Ntchama, eliminados na praia de Colonia em Bubaque;

Três (3) mortos abatidos selvatica e indiscriminadamente na ponte cais de Bubaque, quando militares completamente drogados e fora de si, dispararam contra uma multidão local que se concentrou na ponte para assistir a “captura” de Pansau Ntchama. Consta que alguns apupos foram lançados aos militares que, em respsta à “provocação” dispararam cega e indiscriminadamente contra a multidão;

Sete (7) jovens mortos e lançados à àgua na mesma operação de Bubaque, entre eles um tal Amadu Baldé (vulgo Amadi), Ensa, Edgar, Baba e outros. São no total 7 jovens na flôr da idade;

Um (1) militar do Batalhão de Para-Comandos dado como «suicidado», mas ao que consta assassinado pois fazia parte da lista dos contestarios dos desmandos balantas no quartel e que curiosamente também pertenciam a mesma Tabanca onde, um grupo de ladrões de gado da etnia balanta foram surprendidos e mortos no Chão Felupe;

Dois (2) raptos e espancamento violento de politicos, Drs Iancuba Djola Ndjai e Silvestre Alves que, posteriormente foram abandonados à sua sorte com perigo de vida nas matas de Bula e Qunhamel respectivamente;

Um (1) assassinato, na pessoa do Sr Luis Ocante da Silva, vulgo Ottis, cujo unico pecado foi ter sido amigo pessoal do Contra Almirante Zamora Induta e também se ter travado de razões em tempos com o Sr Artur Sanha, na altura dos factos administrador da Guiné-Telecom, onde o malogrado trabalhava;

Um (1) ex-deputado do PAIGC, agora pertencente aos quadros da guarda fiscal, foi recentemente espancado e esta às portas da morte;

Varias acções de perseguições, intimidações e ameaças (recados e chamadas anonimas), são feitas contra a  integridade fisica e a vida de pessoas perfeitamente identificadas e também contra as suas familias e proximos;

Denuncias encomendadas acabando em prisões arbitrarias e espancamento indescriminado de cidadãos e activistas politicos e social com laivos de humilhação na via publica ou nos quarteis;

Aeronaves carregadas de cocaina, sob protecção militar e supervisão das altas chefias militares, aterram e deslocam na maior impunidade nos quatros cantos do territorio nacional.

Enfim uma infinidade de crimes e actos de pura barbarie são praticados diariamente na Guiné-Bissau e, tudo isso nas barbas de um Sr Procurador Geral da Republica recém sermentado que prometeu combater o abuso do poder, os desmandos ao direito, o crime e o narcotrafico. Tudo isso, crimes publicos de gravidade extrema que arrogam a intervenção do Ministério Publico como detentor da acção penal e Advogado do Estado e dos Cidadãos… porém, NADA, nem sinal do Exmo Sr. Procurador Geral, Abdu Mané.

Tal mutismo, leva-nos a supôr que, o Sr Procurador Geral da Republica, Abdu Mané tem como unica missão que lhe foi incumbida pela Troika, Presidente da Republica da CEDEAO para a Guiné-Bissau/Comité Militar/Kumba Yala, é a perseguição e incriminação de um cidadão guineense que se da pelo nome de Carlos Gomes Junior, o pesadelo dos seus desmandos e crimes.

Creio que como eu, a maior parte dos guineenses sabe que a nomeação desse Procurador por encomenda teve sempre essa unica e exclusiva missão. Trata-se da primeira vez na historia da Magistratura guineense que, um Procurador Geral da Republica, anda a reboque e esta conivente e pactuante com assassinatos, o narcotrafico e desmandos do poder militar. Nunca na historia da democracia guineense se viveu um caso semelhante, mesmo com os piores PGR, nomeadamente, Fernando Jorge Ribeiro. Perante todos esses crimes hediondos o Sr PGR nunca se manifestou, nunca se posicionou e nunca o fara porque, os que o puseram nesse posto, confiaram-lhe outra missão fundamental e nada que tenha a ver com a defesa dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Nunca se viu um tal acobardamento e subservência de um responsavel maximo do Ministério Publico perante os desmandos e autoritarismo do poder militar. Por essa razão e por força da conivência e cumplicidade por omissão de dever por parte de Va Exa, também o Povo da Guiné-Bissau o considerara perante a historia como sendo, um criminoso e narcotraficante como os seus patrões que desmandam no pais.

Caso contrario, convidaria Va Exa a escolher o caminho da demissão, acto que neste momento, talvez seja o melhor caminho a seguir permitindo-lhe tapar a sua incompetência e cobardia como homem e como técnico de Direito. Assim, Va Exa poupara a nossa honrosa Magistratura a grande vergonha que é a actual postura de Va Exa.

Para finalizar, gostaria apenas de lhe sugerir que, ao invés de ameaçar com as patéticas e infundadas cartas rogatorias a endereçar ao Sr Carlos Gomes Junior em Lisboa, que enviasse uma, bem perto de si, a apenas 60 Km de Bissau, cujo destinatario seria, o Sr Antonio Injai, o responsavel primeiro de todos os crimes que acima indiquei.

Bem haja

Um Magistrado do MP”

Ditadura do Consenso: ATENÇÃO: Procura-se…o PGR da Guiné-Bissau!.

Guinea-Bissau, After Coup, Is Drug-Trafficking Haven – NYTimes.com

Guinea-Bissau, After Coup, Is Drug-Trafficking Haven – NYTimes.com.

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BISSAU, Guinea-Bissau — When the army ousted the president here just months before his term was to expire, a thirst for power by the officer corps did not fully explain the offensive. But a sizable increase in drug trafficking in this troubled country since the military took over has raised suspicions that the president’s sudden removal was what amounted to a cocaine coup.

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Jessica Hatcher

“People say I’m a drug trafficker,” said Gen. Antonio Injai, right, the army chief of staff. “Anybody who has the proof, present it!”

The military brass here has long been associated with drug trafficking, butthe coup last spring means soldiers now control the drug racket and the country itself, turning Guinea-Bissau in the eyes of some international counternarcotics experts into a nation where illegal drugs are sanctioned at the top.

“They are probably the worst narco-state that’s out there on the continent,” said a senior Drug Enforcement Administration official in Washington, who spoke on the condition of anonymity so as not to jeopardize his work in the region. “They are a major problem.”

Since the April 12 coup, more small twin-engine planes than ever are making the 1,600-mile Atlantic crossing from Latin America to the edge of Africa’s western bulge, landing in Guinea-Bissau’s fields, uninhabited islands and remote estuaries. There they unload their cargos of cocaine for transshipment north, experts say.

The fact that the army has put in place a figurehead government and that military officers continue to call the shots behind the scenes only intensifies the problem.

The political instability continued as soldiers attacked an army barracks on Oct. 21, apparently in an attempt to topple the government. A dissident army captain was arrested on an offshore island on Oct. 27 and accused of being the organizer of the countercoup attempt. Two critics of the government were also assaulted and then left outside the capital.

From April to July there were at least 20 landings in Guinea-Bissau of small planes that United Nations officials suspected were drug flights — traffic that could represent more than half the estimated annual cocaine volume for the region. The planes need to carry a one-and-a-half-ton cargo to make the trans-Atlantic trip viable, officials say. Europe, already the destination for about 50 tons of cocaine annually from West Africa, United Nations officials say, could be in for a far greater flood.

Was the military coup itself a diversion for drug trafficking? Some experts point to signs that as the armed forces were seizing the presidency, taking over radio stations and arresting government officials, there was a flurry of drug activity on one of the islands of the Bijagós Archipelago, what amounted to a three-day offloading of suspicious sacks.

That surreptitious activity appears to have been simply a prelude.

“There has clearly been an increase in Guinea-Bissau in the last several months,” said Pierre Lapaque, head of the regional United Nations Office on Drugs and Crime for West and Central Africa. “We are seeing more and more drugs regularly arriving in this country.”

Mr. Lapaque called the trafficking in Guinea-Bissau “a major worry” and an “open sore,” and, like others, suggested that it was no coincidence that trafficking had spiked since the coup.

Joaquin Gonzalez-Ducay, the European Union ambassador in Bissau, said: “As a country it is controlled by those who formed the coup d’état. They can do what they want to do. Now they have free rein.”

The senior D.E.A. official said, “People at the highest levels of the military are involved in the facilitation” of trafficking, and added: “In other African countries government officials are part of the problem. In Guinea-Bissau, it is the government itself that is the problem.”

United Nations officials agree. “The coup was perpetrated by people totally embedded in the drugs business,” said one official, who spoke on the condition of anonymity because of the delicacy of the political environment here.

The country’s former prosecutor general, Octávio Inocêncio Alves, said, “A lot of the traffickers have direct relationships with the military.”

The civilian government and the military leadership that sits watchfully in its headquarters in an old Portuguese fort at the other end of town reject the United Nations drug accusations.

“People say I’m a drug trafficker,” said Gen. Antonio Injai, the army chief of staff, raising his voice in an interview. “Anybody who has the proof, present it! We ask the international community to give us the means to fight drugs.”

Mr. Gonzalez-Ducay, the ambassador, responded, “I can’t believe that the one who controls the drug trafficking is going to fight the drug trafficking.”

Relaxed and wearing a colorful two-piece outfit and gold chains, General Injai sat under a giant kapok tree surrounded by uniformed aides. He laughed when asked whether he was the real power in Guinea-Bissau and blamed the deposed prime minister, Carlos Gomes Jr., for provoking the coup through his military alliance with Angola.

In 2010, the United States government explicitly linked the country’s military to the drug trade: the Treasury Department declared as drug kingpins both the ex-chief of the navy, Rear Adm. Bubo Na Tchuto, and the air force chief of staff, Ibraima Papa Camara, and froze whatever assets they may have had in the United States.

Now, however, American officials are making overtures to the transitional government, despite other Western embassies’ hands-off approach to protest the military’s continued meddling in politics. General Injai expressed appreciation for the American position, and called the United Nations special representative here a “bandito.”

Russell Hanks, the American diplomat responsible for Guinea-Bissau, said: “You will only have an impact on this transition by engagement, not by isolation. These are the people who came in to pick up the pieces after the coup.” Mr. Hanks is based outside the country because the United States closed its embassy here during the civil war in 1998.

Officials point to several indicators, besides the increase in plane flights, to show that Guinea-Bissau has become a major drug transit hub.

They cite photographs of a recently well-cleared stretch of road in a remote rural area near the Senegal border, complete with turning space for small planes. The clearing was created under the supervision of military authorities, officials say. They also note mysterious absences of fuel at the tiny international airport in the capital, presumed stolen by traffickers.

Four months before the coup, a plane, with the aid of uniformed soldiers, landed in a rural area in the center of the country, which is the size of Belgium, said João Biague, head of the judicial police. The landing took place not far from General Injai’s farm.

Mr. Biague heads what is nominally the country’s antidrug agency, though he made it clear that he and his staff are largely powerless to practice any form of drug interdiction despite receiving frequent tips about small planes landing from abroad. “The traffickers know we can’t do much,” he said.

The agency is so starved of funds that he does not have money to put gas in its few vehicles, Mr. Biague said. Paint is peeling on the outside of the judicial police’s two-story colonial building downtown, and mold blackens the ground-floor pilasters. It is allocated $85 a week from the country’s Justice Ministry.

“The agents we have in the field want to give up because they have nothing to eat,” Mr. Biague said.

In the last three years, there have been more than a half-dozen unsolved political assassinations here, including of the longtime president and the former army chief of staff, as well as at least two coup attempts, besides the successful coup. Nobody has been successfully prosecuted, though drugs were linked to many of them.

Last month, the justice minister of the transitional government warned opposition politicians not to speak publicly of “cases that don’t concern them,” under threat of criminal penalty.

This week, the repression appeared to tighten. General Injai threatened journalists with death if they asked questions about the assassination of the former president, and he warned that there would be many arrests as a result of the countercoup attempt.

There is remarkably little public talk of the unsolved political killings or of the country’s relations with the drug business. There have been no demonstrations; no discussion in the Parliament, shut down since July; no news conferences.

“A country that’s not capable of discussing its own problems — it’s not a country, it’s not a state,” said Mr. Alves, the former prosecutor general.