Carlos Gomes Junior

Governo deposto da Guiné-Bissau pede ajuda à ONU | / Actualidades

O Governo deposto da Guiné-Bissau pelo recente golpe militar no país apelou à ONU para intervir no processo de transição política no Estado guineense.

“A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) não tem mais condições para conduzir o processo para a busca de uma solução duradoura para a crise da Guiné-Bissau, ao se apressar nesta tentativa de impor uma solução que não é solução, mas um desastre total para o povo da Guiné-Bissau”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo deposto do país, Mamadu Djaló Pires, apelando à ajuda da ONU.

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Guiné-Bissau acusa Portugal de apoiar um golpe de Estado – Mundo – PUBLICO.PT

O ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior é um dos visados nas acusações do actual Governo (Francisco Leong/AFP)

O Governo da Guiné-Bissau acusou, neste domingo à noite, Portugal, a CPLP e o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior de estares por trás dos ataques uma caserna em Bissau, com o objectivo de “derrubar o Governo”.

“O Governo considera Portugal, a CPLP e Carlos Gomes Junior como os promotores desta tentativa de desestabilização, cujo objectivo e estratégia” era “derrubar o Governo”, afirma um comunicado lido pelo ministro das Comunicações, Fernando Vaz.

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Novas da Guiné Bissau: Primeiro-ministro deposto guineense apresenta queixa-crime contra chefe das Forças Armadas

Os advogados do primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau apresentaram hoje em Bissau uma queixa-crime contra o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, António Injai, “e demais envolvidos no golpe de Estado de 12 de abril”, disse à Lusa fonte judicial.

De acordo com a fonte, a queixa dos representantes de Carlos Gomes Júnior foi entregue hoje na Promotoria de Justiça do Tribunal Militar Superior.

Ainda segundo a mesma fonte, a equipa de advogados de Carlos Gomes Júnior e da mulher (Floriberto de Carvalho, Ruth Monteiro, José Paulo Semedo e Itla Semedo) acusam os militares, nomeadamente, de extorsão, agressão e invasão de propriedade alheia.

A 12 de abril passado um autodenominado “Comando Militar” fez um golpe de Estado na Guiné-Bissau e prendeu o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira.

A casa de Carlos Gomes Júnior foi saqueada, de acordo com a queixa-crime hoje apresentada. Uma parte da casa, nas traseiras, também foi destruída.

O golpe aconteceu na véspera do início da segunda volta para as eleições presidenciais antecipadas (na sequência da morte por doença do Presidente eleito, Malam Bacai Sanhá), nas quais deviam participar os dois candidatos mais votados na primeira volta, Carlos Gomes Júnior e Kumba Ialá.

Carlos Gomes Júnior é o presidente do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), o partido mais votado nas eleições legislativas de 2008, e Kumba Ialá, o líder do maior partido da oposição, o PRS (Partido da Renovação Social).

Duas semanas depois de serem detidos, Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira foram libertados e partiram para a Costa do Marfim e daí para Portugal, onde estão desde então.

Desde maio que a Guiné-Bissau está a ser gerida por um governo de transição e por um Presidente da República de transição

Em abril do próximo ano deverão realizar-se eleições gerais, presidenciais e legislativas

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“Nhamadjo na pirdi gás…” « pasmalu

“Nhamadjo na pirdi gás…”

por pasmalu

O PAIGC vai solicitar o agendamento da eleição do primeiro-vice presidente da Assembleia Nacional Popular, uma vez que Serifo Nhamadjo, que era o seu titular, exerce de facto e não de jure, o cargo, que o partido considera “juridicamente inexistente, de Presidente da República da Transição”.

A decisão, soube o PASMALU, foi tomada recentemente em Lisboa, numa reunião em que estiveram presentes, Carlos Gomes Junior, presidente do partido, Raimundo Pereira, segundo vice-presidente, Adiatu Djaló Nandingna , terceira vice-presidente, e Mamadu Djaló Pires, bem como uma delegação proveniente de Bissau, constituída por Augusto Olivais, secretário nacional do PAIGC, Óscar Barbosa, membro da comissão permanente do bureau político  e secretário para as relações externas e cooperação, Rui Diã de Sousa, também membro da comissão permanente do bureau político e líder da bancada parlamentar, e Fernando Mendonça, membro do bureau político e secretário para a informação do PAIGC.

Na reunião de Lisboa, alegou-se que Nhamadjo está a exercer “funções incompatíveis com as de presidente em exercício da ANP”, pelo que “o seu lugar deve ser preenchido pelo partido maioritário no parlamento a quem, aliás, o cargo pertence”.

Para o lugar é designada Adiatu Nandingna. A sua eventual eleição, coloca no entanto algumas questões pertinentes. Aceitaria Sory Djaló, actual presidente em exercício do parlamento, em substituição de Serifo Nhamadjo, ser relegado para segundo plano neste órgão de soberania?  E como se justificaria a “legitimidade” de Serifo Nahmadjo em ser presidente interino da transição, se o primeiro vice-presidente fosse escolhido pelo PAIGC? É bom relembrar, no termos da Constituição, o presidente da Assembleia Nacional Popular é Raimundo Pereira, que só foi chamado a exercer as funções de Presidente Interino, na sequência da morte de Malam Bacai Sanhá.

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CEDEAO tem de ser mais inclusiva e dialogar com parceiros – PM deposto (C/ÁUDIO E C/VÍDEO) – Notícias – Sapo Notícias

Cidade da Praia, 30 jul (Lusa) – O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, afirmou hoje que a CEDEAO tem de ser “mais inclusiva” e dialogar com os parceiros guineenses e criticou a “teimosia” da organização em querer pilotar o processo sozinha.

Falando aos jornalistas no final da abertura da reunião do Comité África da Internacional Socialista (IS), que decorre durante dois dias na Cidade da Praia, Gomes Júnior reiterou a necessidade de se realizar, tal como definiu na sexta-feira o Conselho de Segurança da ONU, um encontro de alto nível com todos os parceiros guineenses.

“As divergências são sempre normais. A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) está a pilotar o processo na Guiné-Bissau após o golpe de Estado de 12 de abril. Mas tem de ser mais inclusiva e promover o diálogo com os outros parceiros da Guiné-Bissau, como a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), UA (União Africana) e ONU”, defendeu.

Presente na reunião do Comité África da IS na qualidade de presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Gomes Júnior, afastado do poder num golpe de Estado militar a 12 de abril, reiterou que continua a ser o chefe do executivo guineense e mostrou-se convicto de que voltará a ocupar o lugar.

“Retomar o cargo não. Sou o primeiro-ministro legalmente eleito na Guiné-Bissau. Sou o primeiro-ministro «de facto». O atual é ilegal e o presidente interino é ilegal porque a Guiné-Bissau é um Estado de Direito e tem uma Constituição”, sustentou.

Recorrendo ao passado, Carlos Gomes Júnior renovou também as críticas à CEDEAO e à forma como a organização sub-regional geriu todo o processo durante e depois do golpe de Estado.

“Não podemos permitir que um simples vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria vá à Guiné-Bissau indigitar um presidente de transição. Isso é uma falta de respeito para com a Guiné-Bissau e para África”, frisou.

“Agradecemos as posições firmes de Cabo Verde, de Portugal, da CPLP e da UA por todo o apoio que têm estado a dar para a reposição da ordem constitucional. A ONU já aprovou uma resolução que determina a reposição imediata da ordem constitucional. Porquê essa teimosia da CEDEAO em querer pilotar sozinha o problema na Guiné-Bissau”, questionou.

Questionado sobre se há interesses por detrás da CEDEAO, Gomes Júnior não os apontou, limitando-se a afirmar que a “teimosia” vem de “alguns países” da organização, aludindo à Nigéria, Costa do Marfim e Senegal.

Sobre se achou “estranho”, o presidente do Comité África da IS, na intervenção na sessão de abertura da reunião, ter falado de conflitos políticos e militares no Mali, Nigéria e Níger e não ter feito qualquer referência à situação na Guiné-Bissau, Gomes Júnior salientou ser esse “um problema” do líder socialista senegalês, Ousmane Tanor Dieng.

“É um problema dele. Ou é um lapso. Mas sentimo-nos encorajados pela posição já assumida pelo presidente do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde – José Maria Neves) e de Luis Ayala (presidente da IS. Isso demonstra que a família da IS está unida em torno da Guiné-Bissau e Tanor Dieng terá de acompanhar o que a família disser”, respondeu.

Sobre as acusações feitas pelo Governo de Transição guineense de ser mandante do alegado assassínio de Roberto Cacheu, antigo ministro e deputado do PAIGC, Gomes Júnior disse nada ter a ver com o assunto e que os acusadores apresentem provas.

“A Guiné-Bissau é um Estado de Direito, temos instâncias próprias, que são o Ministério Público e o Ministério da Justiça, para inquirir. O Governo de Transição não me diz nada, é uma meia dúzia de oportunistas que assaltaram o poder e eu, como primeiro-ministro legítimo e como presidente do PAIGC aguardo com serenidade. Que apresentem provas”, concluiu.

JSD.

Lusa/Fim

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PÁGINA GLOBAL: Primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau “disponível para continuar a trabalhar”

Lisboa, 05 ago (Lusa) – O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau reafirmou hoje estar “disponível para continuar a trabalhar” pelo país, adiantando lamentar que o trabalho já feito para o seu desenvolvimento possa ser inutilizado pela situação decorrente do golpe de Estado de 12 de abril.

“Eu estou disponível para continuar a trabalhar pelo meu país, parado é que … A vida está parada, o governo em exercício não tem poderes legais para fazer a governação (…) eu teria muita pena que se fossem degradando todos os passos que nós já demos para o desenvolvimento do nosso país”, declarou Carlos Gomes Júnior aos jornalistas à margem de um encontro da comunidade guineense em Lisboa.

O também vencedor da primeira volta das eleições presidenciais indicou que regressará à Guiné-Bissau se existirem condições de segurança.

“Estamos a aguardar a reunião de alto nível a ser organizada pelas Nações Unidas (a 14 de setembro). Se for decidido e entendido que deve ir uma força multinacional para a Guiné naturalmente que estão criadas condições de segurança necessárias para isso (regressar ao país)”, disse.

Carlos Gomes Júnior repetiu que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) “não tem condições, nem financeiras, nem tem capacidade” para conduzir sozinha o processo de transição e criticou a possibilidade de se realizarem “eleições presidenciais de raiz”.

“Quem é que vai financiar uma eleição de raiz? (…) existe uma crise financeira que toda a gente conhece. (…) O financiamento de eleições de raiz vai ser muito complicado, o que quer dizer que vai prolongar esse período de transição, o que não serve ao povo da Guiné-Bissau, não serve à nossa economia”, disse, considerando que se “impõe que sejam mobilizados recursos e meios para a conclusão do processo eleitoral”.

A CEDEAO é a única instância internacional que apoia as atuais autoridades de transição na Guiné-Bissau. Carlos Gomes Júnior interveio no encontro promovido pelo FDDD – Fórum da Diáspora para o Diálogo e Desenvolvimento da Guiné-Bissau e quando subiu ao palco foi recebido aos gritos de “Cadongo amigo o povo está contigo”.

As cerca de duas centenas de pessoas presentes ouviram o primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau declarar-se “muito sensibilizado com as manifestações de solidariedade” que tem tido desde o golpe de Estado e também recordar o trabalho que desenvolveu à frente do governo.

Segundo Carlos Gomes Júnior, fez-se uma “governação de rigor”, apostou-se nos cuidados básicos de saúde e conseguiu-se “uma taxa de crescimento de cinco por cento”.

Não faltaram as críticas à CEDEAO, que “não tem nenhuma exclusividade” para resolver os problemas na Guiné-Bissau.

“Vai haver eleição e vou ser presidente guineense”, declarou sob aplausos, num discurso que acabou com vivas à Guiné-Bissau e ao povo guineense.

Além do primeiro-ministro, esteve também no encontro o presidente interino afastado, Raimundo Pereira, um dos signatários como Carlos Gomes Júnior de uma carta aberta dirigida à CEDEAO e preparada pelo FDDD.

O texto, resumido para os participantes no encontro, critica a mudança de posição da CEDEAO, que no início criticou o golpe de Estado, e apela aos cidadãos da África Ocidental para “denunciarem os atropelos” na Guiné-Bissau.

Presente esteve também o embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Fali Embaló, que recebeu instruções das autoridades de transição em Bissau para abandonar o cargo.

Aquelas autoridades comunicaram a intenção de substituir os embaixadores do país em Portugal, França e na União Europeia por três novos encarregados de negócios.

“É um ‘bluff'”, considerou hoje Carlos Gomes Júnior, referindo que as autoridades de transição não têm poder para destituir ou nomear embaixadores.

“O governo legítimo neste momento, eu sou o chefe do governo legítimo da Guiné-Bissau e qualquer embaixador para ser nomeado tem de ser por um decreto presidencial. Portanto, esse presidente de transição não tem poderes constitucionais para isso, é o chamado limite constitucional, ele não tem esses poderes, nem para nomear, nem para exonerar”, disse.

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Novas da Guiné Bissau: Carlos Gomes Júnior defende envio de força multinacional para evitar “barbaridades” da CEDEAO

O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau voltou hoje a defender o envio para o país de uma força multinacional “sob o chapéu das Nações Unidas” para evitar as “barbaridades” cometidas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Carlos Gomes Júnior falava aos jornalistas à saída de um encontro com o presidente da Comissão Europeia, em Lisboa, durante o qual agradeceu a posição de Durão Barroso e da União Europeia sobre a crise na Guiné-Bissau.

A reunião surge dias depois de Durão Barroso ter exigido o respeito pela ordem constitucional e afirmado, na abertura da IX conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a 20 de julho em Maputo, que a União Europeia não tolerará mais golpes na Guiné-Bissau.

“A UE é um parceiro muito importante para a Guiné-Bissau. Temos de mantê-lo informado e trocar opiniões”, disse o primeiro-ministro deposto, que saiu da reunião acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo deposto no golpe de Estado de 12 de abril, Mamadu Djaló Pires, e do embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Fali Embaló.

Questionado sobre qual a mensagem de Durão Barroso na reunião de hoje, Carlos Gomes Júnior disse que o presidente da Comissão Europeia “tem recomendado o diálogo das partes para tentar arranjar uma solução, mas condenando sempre o golpe”.

O primeiro-ministro deposto recordou ter proposto em maio ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião de alto nível com o objetivo de enviar uma força multinacional para a Guiné-Bissau, “sob o chapéu das Nações Unidas” para acabar com “as barbaridades que [a CEDEAO] está a fazer na Guiné-Bissau”.

Carlos Gomes Júnior referia-se ao envio, por parte da organização regional, de “um pequeno ministro da Nigéria para impor [à Guiné-Bissau] um presidente de transição”: “Isso não é lógico e não tem espaço na Constituição da Guiné-Bissau”.

Para o responsável, a CEDEAO “não se pode arrogar sozinha a resolver o problema da Guiné-Bissau”, já que há outros organismos, como a União Africana e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que “têm uma palavra a dizer para, conjuntamente, tentar arranjar uma solução”.

A Guiné-Bissau tem um Governo e um Presidente de transição, mas a maioria da comunidade internacional não reconhece as atuais autoridades saídas do golpe.

A CEDEAO é a única instância internacional que apoia as atuais autoridades de transição.

O presidente e o primeiro-ministro depostos estão em Portugal.

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o máximo: Bissau: quem é que mata quem

Praia – O Primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, negou qualquer envolvimento e que tenha «mãos sujas» na alegada morte do deputado do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Roberto Ferreira Cacheu. Falando domingo, 29 de Julho, para mais de 500 membros da comunidade guineense na Cidade da Praia (Cabo Verde), Carlos Gomes Júnior, em tom de comício, disse que não foi ele quem mandou «bombardear» a casa de Roberto Ferreira Cacheu, em Dezembro de 2011, na sequência de uma alegada tentativa abortada de golpe de Estado, em que o deputado do PAIGC era apontado como um dos cabecilhas. Desde a alegada tentativa abortada de golpe de Estado de 26 de Dezembro último que Roberto Ferreira Cacheu nunca mais foi visto em público, circulando informações em Bissau que poderá ter sido morto ou estar fora do país. Na semana passada, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo de transição da Guiné-Bissau, Fernando Vaz, convocou jornalistas e o Corpo Diplomático acreditado em Bissau para mostrar a alegada vala comum onde jazem os restos mortais de Roberto Ferreira Cacheu e de mais duas pessoas, mas depois da escavação nada foi visto. Para esta semana, Fernando Vaz promete novos desenvolvimentos. A declaração de Carlos Gomes Júnior na Cidade da Praia é claramente uma «indirecta» ao Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, líder do golpe de Estado de 12 de Abril último, da chefia do Governo guineense. «Por isso mesmo escrevi, na semana passada, uma carta ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na qual solicito o Conselho de Segurança para constituir um Tribunal Internacional para a Guiné-Bissau para o julgamento de todos os crimes de sangue cometidos nos últimos anos no país de 2000 a 2012», explicou o também Presidente do PAIGC. O Primeiro-ministro deposto pelos militares guineenses disse que quer um esclarecimento cabal dos assassinatos ocorridos nos últimos 14 anos no seu país (desde 1998), nomeadamente os do Presidente Nino Vieira, do ex-deputado Hélder Proença, do antigo ministro e responsável da secreta guineense Baciro Dabó, dos antigos Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas, generais Ansumane Mané, Veríssimo Correia Seabra, Tagmé Na Waié, do coronel Domingos Barros, do comodoro Lamine Sanhá, o ex-Chefe dos Serviços de Informações do Estado, Samba Djaló e o recente caso do desaparecimento do deputado Roberto Ferreira Cacheu. «Quero que todos os responsáveis sejam julgados e condenados. Se tiver mãos sujas que seja julgado e condenado», declarou Carlos Gomes Júnior «arrancando» estrondosos aplausos dos participantes. Gomes Júnior reafirmou que é um «insulto» para os guineenses e para os democratas a forma como o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, foi nomeado por um «meninozito» referindo-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria. «Nós os guineenses e os democratas não devemos admitir mais este insulto», advogou. Carlos Gomes Júnior terminou o seu discurso dizendo que não pretende continuar a fazer política a partir do exterior, mas sim dentro do território guineense, deixando a entender que regressará muito brevemente à Guiné-Bissau. O Primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau encontra-se na capital cabo-verdiana a participar na reunião do Comité África da Internacional Socialista juntamente com o Secretário-Geral da Internacional Socialista, Luis Ayala, e os Secretários-Gerais do PS de Portugal, António José Seguro, e do Senegal, Tanor Dieng. (c) PNN Portuguese News Network

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