Golpe de 12 de Abril

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Guiné-Bissau: Organizações da Sociedade Civil em fórum sobre eleições e Direitos Humanos

Bissau – O evento que junta dezenas de membros da Sociedade Civil decorre sob o lema «Eleições e Direitos e alicerces para a Estabilidade, Democracia e Desenvolvimento» e visa o próximo escrutínio eleitoral, o qual vai marcar o fim do período de transição na Guiné-Bissau.

Dos objectivos deste fórum constam o encontro de uma oportunidade para discutir e lançar bases com vista a promoção de um espaço de análise e discussão sobre os mecanismos nacionais e internacionais de protecção dos direitos humanos, e a consequente criação, para breve, da Rede Nacional dos Defensores dos Direitos Humanos.

«As Organizações da Sociedade Civil não pretendem com este fórum assumir qualquer protagonismo excessivo no processo eleitoral, mas sim contribuir para que o próximo escrutínio se transforme num ´festival da democracia´ e reforce ainda mais a cultura de respeito pelos direitos humanos, tolerância política e pelas diversidades de opiniões, de convicções politicas e filosóficas», referiu o vice-Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário, no seu discurso da cerimónia de abertura do Fórum.

Este activista dos direitos humanos realçou que «o exercício efectivo da democracia representativa é a base do Estado de Direito e dos regimes constitucionais dos Estados modernos» pois, na sua opinião, a «democracia reforça-se e aprofunda-se com a participação permanente, ética e responsável dos cidadãos num ambiente de respeito pela legalidade e pela dignidade humana».

Nesta perspectiva, o vice-Presidente da Liga Guineenses dos Direitos

Humanos disse que as eleições Gerais previstas para 24 de Novembro constituem uma oportunidade única para que todos os actores políticos, sem excepção, demostrem o seu compromisso para com a Guiné-Bissau, dando primazia aos interesses superiores do país em detrimento dos interesses partidários e pessoais.

Augusto Mário da Silva contextualizou ainda a Guiné-Bissau, que «vive um período conturbado da sua história, devido às tenções políticas e ao clima de conflitualidade permanente que se regista no país, decorrentes da alteração da ordem constitucional a 12 de Abril de 2012, associados às violações sistemáticas dos direitos humanos, tais são as restrições da liberdade de manifestação, de expressão, e recorrentes atropelos aos princípios de Estado de Direito democrático».

O primeiro fórum das Organizações da Sociedade Civil sobre as eleições e Direitos Humanos na Guiné-Bissau, para além do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Ibraima Sori Djalo, contou com a presença do Representante Especial Adjunto do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, e do Coordenador do Sistema da ONU no país, Gana Fofang.

Na sua intervenção, o Coordenador do Sistema da ONU na Guiné-Bissau disse que a paz a estabilidade e o desenvolvimento são responsabilidade de todos e dependem da acção de cada membro da comunidade, sendo que a contribuição de cada cidadão, além de ser importante é indispensável.

Entre os temas em debate figuraram a participação política da Sociedade Civil no processo eleitoral, a Experiência Internacional no domínio das eleições e direitos humanos e os Mecanismos de protecção dos defensores dos direitos humanos.

De referir que este evento acontece num momento em que a Sociedade

Civil está dirimida de acções de rua, em virtude da ameaça de repressão depois do Golpe militar de 12 de Abril de 2012.

(c) PNN Portuguese News Network

via Bissau Digital | Notícias em Tempo Real.

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Novas da Guiné Bissau: Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau acusam autoridades de quererem protelar eleições

Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau acusam autoridades de quererem protelar eleições

Mais de uma dezena de organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau acusou hoje as autoridades de transição do país de estarem a condicionar a realização das eleições a 24 de novembro ao querer um recenseamento biométrico.

Persistir num recenseamento biométrico, “não obstante a ausência das condições objetivas, técnicas, financeiras e temporais para o efeito” é uma tentativa de adiar as eleições e criar condições “para a continuidade do atual ´status quo´ caracterizado pela falta de legitimidade democrática, violações dos direitos humanos, a corrupção e clientelismo político”, dizem as organizações.

Nas eleições presidenciais do ano passado, interrompidas por um golpe de Estado, alguns candidatos contestaram os resultados e exigiram um recenseamento biométrico de raiz, algo que tem estado na ordem do dia desde então. Alguns partidos deixaram hoje de exigir um recenseamento biométrico e o próprio representante da ONU no país já defendeu que o melhor será um recenseamento manual.

Hoje, em comunicado, as organizações, entre elas a Liga Guineense dos Direitos Humanos, o Conselho Nacional da Juventude e quatro sindicados, dizem que a crise política, social e económica na Guiné-Bissau só se resolve com a realização de eleições, que ainda não aconteceram devido ao “falhanço das metas traçadas no quadro da transição” (deviam ter sido em abril último).

Para as organizações, há “manifesta falta de vontade política” das autoridades de transição para fazer as eleições, porque não há medidas políticas e operacionais visando que as mesmas decorram na data marcada.

Por isso as organizações exigem que sejam tomadas medidas concretas para que as eleições decorram a 24 de novembro, fazendo-se um recenseamento manual, “sem prejuízo de nas futuras eleições se criarem condições para um recenseamento biométrico”.

E alertam as autoridades de transição e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para “o risco iminente de a data de 24 de novembro não se concretizar, se se persistir no recenseamento biométrico”, responsabilizando as autoridades e a organização regional pelo “eventual fracasso”.

via Novas da Guiné Bissau: Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau acusam autoridades de quererem protelar eleições.

Eleições gerais na Guiné-Bissau: o início de um caminho para a reconstrução do Estado | Guiné-Bissau | DW.DE | 14.06.2013

Eleições gerais na Guiné-Bissau: o início de um caminho para a reconstrução do Estado | Guiné-Bissau | DW.DE | 14.06.2013.

 

O primeiro passo para o regresso à normalidade constitucional foi dado com o anúncio do escrutínio para o final do ano. O apoio técnico e financeiro para a realização de eleições foi já garantido pela União Europeia.

Bruxelas irá assegurar as condições técnicas e financeiras para a realização das eleições gerais na Guiné-Bissau. Falando aos jornalistas após a tomada de posse da nova equipa dirigente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), liderada pelo juiz do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Augusto Mendes, o representante da União Europeia (UE) na Guiné-Bissau, Joaquim Gonzalez Ducay, assegurou que a UE “vai apoiar técnica e financeiramente as eleições gerais” que devem realizar-se até ao final de 2013.

Gonzalez Ducay não é presença habitual nas cerimónias ou atos oficiais das autoridades de transição, que não são reconhecidas por Bruxelas, todavia esta quinta-feira (13.06) Gonzalez Ducay sentou-se na primeira fila de convidados no ato de posse dos novos dirigentes da CNE.

O que terá contribuido para desbloquear o impasse nas relações entre Bruxelas e Bissau foi a constituição de um Governo inclusivo, mas também a percepção da necessidade de um novo quadro de compromisso dos parceiros internacionais.


António Indjai, Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, é o homem que detém o poder de facto no país

Eleições não são panaceia

O desafio maior na Guiné-Bissau, nunca foi o de organizar eleições, para as quais os doadores internacionais sempre mostraram vontade política  e agiram rapidamente, o verdadeiro problema do país é a fragilidade do Estado, nomeadamente a instabilidade política recorrente, o défice democrático, a incapacidade das instituições públicas, a insubordinação das Forças Armadas, a impunidade, factores a que se soma o impacto de fenómenos transnacionais como o tráfico de droga e a criminalidade organizada. A permeabilidade dos militares da classe política ao narcotráfico acrescenta um elemento de maior volatilidade à já complexa constelação guineense.

A história recente da Guiné-Bissau, desde a independência, é um somatório de desafios constantes à normalidade constitucional e instabilidade política, em particular desde a guerra civil de 1998-1999. Golpes de estado, contragolpes e intentonas, assassínios políticos e um padrão de desrespeito pelos direitos humanos deixaram de ser a excepção e passaram a ser a regra. Nos dez anos a política guineense passou a ser feita de arma em punho.

Uma-familia-que-vende-carvao-ambulante.-Carvao-no-saco-preto. Umwelt-Herd, Frauen verbesseren Herd, ist wirtschaftlich und schont die Umwelt
Foto: DW/Braima Darame 03.13. 
Guiné-Bissau está na cauda do desenvolvimento humano

Golpes, contragolpes e intentonas

Enumeremos: entre 1998 a 2013, a Guiné-Bissau elegeu dez primeiros-ministros, sem nenhum deles ter concluido o mandato, teve três presidentes interinos em virtude dos levantamentos militares, quatro chefes de Estado-Maior, todos afastados, sem nenhum completar o mandato, por motins militares (e dois foram assassinados, em funções, pelos militares), e três Presidentes.

Com este pano de fundo o desenvolvimento têm sido repetidamente adiado e a Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo apesar dos seus abundantes recursos naturais, encontra-se hoje na cauda do Índice de Desenvolvimento Humano, ocupando 176ª posição entre 186 países no relatório do PNUD relativo a 2013.

Dos aproximadamente 1.5 milhões de habitantes do país, 69.3% vive em situação de pobreza absoluta (ou seja com um rendimento inferior a 2 dólares por dia), comparado com 49% em 1991.

Timor-Leste's President Jose Ramos-Horta talks to the media during a joint press conference with European Union Commission President Barroso, unseen, following their meeting at the EU Commission headquarter in Brussels, Tuesday July 22, 2008. Foto: Wiktor Dabkowski +++(c) dpa - Report+++José Ramos-Horta, Representante Especial das Nações para a Guiné-Bissau, joga o seu prestígio para trazer a normalização democrática à Guiné

A Guiné-Bissau pode desaparecer como país

Face aos actuais desafios com que o país se depara José Ramos Horta, Representante Especial das Nações para a Guiné-Bissau, alertou, precisamento no dia em que se completava o primeiro aniversário do mais recente golpe militar (12.04.12) que  o país enfrenta “uma ameaça existencial enquanto Estado”.

À Guiné-Bissau, que perdeu inúmeras oportunidades de travar o crescendo de violência e insegurança e inverter a espiral de fragilidade e pobreza, resta uma via de saída da crise crónica muito estreita que não pode ser dissociada da reforma do sector de segurança e defesa.

Soluções de longo prazo para a Guiné passam pela reforma das Forças Armadas

Em Março, a Missão Conjunta de Avaliação CEDEAO/UA/CPLP/UE/ONU na Guiné-Bissau,  reconheceu a necessidade imperiosa de soluções de longo prazo para “os problemas da impunidade, das violações dos direitos humanos e da intrusão repetida do exército na vida política do país que se colocam há muito tempo”.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) irá disponibilizar de imeadiato para a Guiné-Bissau 9,2 milhões de dólares (6,9 milhões de euros) para apoiar o programa de reforma do sector de defesa e segurança. A verba que deve chegar a Bissau o mais tardar na próxima terça-feira (18.06) faz parte de um envelope de 63 milhões de dólares (47,3 milhões de euros) que a CEDEAO prometeu entregar às autoridades guineenses para a reforma do sector militar.

Os analistas reconhecem a necessidade de reduzir consideravelmente as Forças Armadas ( há actualmente mais oficiais do que soldados), repensar o papel destas na construção de um Estado democrático e dotar o Fundo de Pensões com a verba prometida.

Novas da Guiné Bissau: Thompson lança novo estudo, “Estabilidade e Reconciliação na Guiné-Bissau”, publicado pela Universidade de Defesa Nacional dos EUA

Thompson lança novo estudo, “Estabilidade e Reconciliação na Guiné-Bissau”, publicado pela Universidade de Defesa Nacional dos EUA

Peter Thompson lançou uma nova publicação relativa à Guiné-Bissau, uma obra em co-autoria com o académico norte-americano Davin O’Regan, na Universidade de Defesa Nacional, em Washington DC (EUA).

O estudo, de 58 páginas, “Estabilidade e Reconciliação na Guiné-Bissau” é uma das avaliações académicas mais compreensíveis sobre o estado da Guiné-Bissau até hoje escrito. Inclui recomendações para a comunidade internacional em relação à reforma do sector da segurança, a reconciliação política e a luta contra o crime organizado. Os maiores desafios para a segurança e desenvolvimento do povo guineense são descritos tendo em conta as perspectivas históricas, regionais, étnicas e militares.

Peter Thompson, que é o Coordenador do Grupo Parlamentar do Reino Unido para a Guiné-Bissau, afirmou: “Este estudo é um exame extenso das circunstâncias presentes da Guiné-Bissau, mas talvez mais importante que isso, vai ao encontro das origens históricas destes problemas, a necessidade de reconciliar o passado deste país e a ligação entre o crime organizado e o falhanço do Estado.

De igual forma, aborda a perspectiva regional nestas matérias e analisa o impacto da crise na Guiné-Bissau na África Ocidental e de que forma esta crise pode ser uma ameaça para o mundo”.

Este estudo foi publicado pelo Centro Africano para Estudos Estratégicos na Universidade de Defesa Nacional norte-americana, a instituição académica do Exército dos Estados Unidos.

Apesar de já ter sido publicado, o lançamento oficial europeu deste estudo terá lugar em Setembro, num jantar oficial que terá lugar no Parlamento Britânico.

A obra agora publicada será analisada por governos e missões diplomáticas pelo mundo. Já lançado em inglês, versões em português e francês estarão disponíveis em breve.

http://africacenter.org/wp-content/uploads/2013/06/SpecialReport-Guinea-Bissau-JUN2013-EN.pdf

 

Angola Press – África – Ramos-Horta organiza seminário sobre modernização das Forças Armadas guineenses

Ramos-Horta organiza seminário sobre modernização das Forças Armadas guineenses

Díli – O representante do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse hoje (sexta-feira) que vai organizar um seminário em Julho para calendarizar a modernização das forças armadas guineenses.

José Ramos-Horta falava aos jornalistas após ter aterrado no aeroporto Nicolau Lobato, em Díli, onde vai permanecer durante uma semana para contactos com as autoridades timorenses sobre o apoio à Guiné-Bissau.

 

“Não será mais uma conferência como tantas que há, é uma conferência direccionada para resultados concretos, isto é, para marcar já a calendarização da modernização das forças armadas da Guiné-Bissau, em que Timor-Leste pode ter um contributo através da nossa própria experiência”, afirmou José Ramos-Horta.

 

O antigo chefe de Estado timorense disse também que a conferência começa a 11 de Julho e só vai terminar no final daquele mês.

 

Segundo Ramos-Horta, o chefe das Forças Armadas de Moçambique já confirmou que vai participar, tal como a União Europeia, Nigéria e alguns países da África da Central.

 

“É uma conferência não académica, vocacionada para questões de natureza prática”, disse.

 

O representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau disse também que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, já designou uma delegação, liderada pelo brigadeiro-general Filomeno Paixão, para se deslocar à Guiné-Bissau para participar na conferência.

 

Durante a sua estada em Díli, Ramos-Horta vai também discutir com as autoridades timorenses o início dos trabalhos da Agência de Desenvolvimento de Timor-Leste para a Guiné-Bissau.

 

Relativamente à situação da Guiné-Bissau, Ramos-Horta disse que há mais “optimismo” e “esperança” no país devido aos progressos registados nos últimos cinco meses.

 

“Na área dos direitos humanos, a situação melhorou muito. Não tem havido desde a minha chegada qualquer acto de violência política fatal, continua a haver diálogo intenso entre as forças políticas, chegando já a um governo de inclusão, que foi bastante felicitado por todos os guineenses e comunidade internacional”, afirmou.

 

Ramos-Horta disse também que as eleições se devem realizar em Novembro ou Dezembro deste ano.

 

“Quando cheguei insisti sempre que dada a complexidade dos desafios da Guiné-Bissau não haverá um único partido, mesmo mais votado, que possa governar o país sozinho. Eles terão que abandonar a prática e a cultura do passado de exclusividade e já aceitaram este princípio de que nas próximas eleições não haverá perdedores”, afirmou.

 

Segundo Ramos-Horta, significa que o partido mais votado convidará o segundo, o terceiro, o quarto para continuarem a governar juntos para assegurar a estabilidade.

 

O representante do secretário-geral da ONU salientou que após as eleições vai haver uma segunda fase de intervenção das Nações Unidas, que passa pela reorganização do Estado timorense.

 

“Todo o Estado tem de ser modernizado através de peritos colocados em cada sector, porque podemos ter eleições, ambiente político saudável, mas se o Estado não for reorganizado, modernizado, não será possível manter a estabilidade política e o Estado cumprir com as suas obrigações sociais, por exemplo, de desenvolver o país de forma sustentável e equitativa”, disse.

 

A Guiné-Bissau tem um governo de transição, o segundo já, na sequência do golpe de Estado de Abril de 2012.

via Angola Press – África – Ramos-Horta organiza seminário sobre modernização das Forças Armadas guineenses.

PÁGINA GLOBAL: Governo de transição da Guiné-Bissau fixa preço mínimo do caju em 0,32 cêntimos

Bissau, 28 mai (Lusa) – O governo de transição da Guiné-Bissau anunciou hoje que fixou em 210 francos CFA (0,32 cêntimos) o preço mínimo para o quilo de caju, o principal produto de exportação do país.

Na presente época do caju, que já começou há cerca de dois meses, o governo não fixou um preço de referência, ao contrário do que tem sido prática noutros anos, alegando que seria o mercado a definir um preço.

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa dos ministros das Finanças, Abubacar Demba Dahaba, e do Comércio e Indústria, Abubacar Baldé, depois de dois dias de intensas reuniões com agricultores, intermediários, empresários e setor bancário.

Na semana passada os agricultores disseram que a campanha de comercialização de caju deste ano ia “muito mal” e ameaçaram parar a venda.

“O Governo é o principal responsável por este desastre que é a campanha deste ano. Comprar o caju ao preço de 150 francos CFA (22 cêntimos) o quilo nas mãos do agricultor é levar o agricultor à pobreza extrema”, disse o presidente da Associação Nacional dos Agricultores, Mamasamba Embaló, acrescentando que o mesmo caju é vendido no Senegal a pelo menos 400 francos.

Depois de reuniões com o setor privado na segunda-feira e hoje com o setor bancário o governo decidiu fixar um preço mínimo e fixar também em 10 francos por quilo a taxa que é paga para o fundo do caju (em vez de 50 francos).

Abubacar Demba Dahaba disse que no interior do país se estava a praticar preços de compra entre os 75 e os 150 francos e que a taxa do caju também estava a “bloquear a exportação”.

“Com isto pensamos desbloquear a exportação da castanha de caju”, disse o ministro, acrescentando que também com o setor bancário se chegou a um acordo para que a banca financie os empresários, até agora descapitalizados.

O dinheiro recolhido com a taxa sobre o caju noutros anos (criada em 2011 e denominada Fundo de Promoção de Pequenas e Médias Indústrias de Transformação) ronda os cinco mil milhões de francos (7,6 milhões de euros) e servirá como “fundo de garantia para os operadores poderem pedir dinheiro aos bancos”, explicou o ministro das Finanças.

“Os bancos estão disponíveis para emprestar dinheiro”, disse o ministro, segundo o qual “não é tarde” para que as medidas possam surtir efeito e a campanha do caju deste ano ainda seja um sucesso.

Em 2011 a Guiné-Bissau exportou mais de 170 mil toneladas de caju, que renderam cerca de 156 milhões de euros. No ano passado, devido ao golpe de Estado mas também a menor produção, a exportação baixou.

Na Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo, um bom ano de colheita de caju é fundamental para a economia do país, que assenta essencialmente no produto. Cerca de 85 por cento das pessoas nas zonas rurais são pequenos produtores de caju.

via PÁGINA GLOBAL: Governo de transição da Guiné-Bissau fixa preço mínimo do caju em 0,32 cêntimos.

Novas da Guiné Bissau: Jornalista Sumba Nansil detido pelo Ministério Público

Bissau – O jornalista de Bissau Digital e apresentador do célebre programa matinal da Rádio privada Galáxia de Pindjiguiti «BOM DIA GUINÈ», Sumba Nansil, foi preso pela Polícia Judiciária, a mando do Ministério Público.

A detenção, que logo suscitou agitações no seio da classe jornalística guineense e da sociedade, insere-se no âmbito de um processo em que Sumba Nansil é acusado, pela Procuradoria-Geral da República, de ter publicado um artigo envolvendo as declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados, nas quais, Domingos Quadé pediu ao Ministério Público que proceda uma ampla investigação sobre a corrupção.

No entender da Procuradoria-geral da República, o jornalista teria adulterado as reais declarações do Bastonário, ao ter escrito que este apontou o «dedo acusador» apenas ao Ministério Público, facto que, para a Procuradoria-geral da República, pretendia lesar o bom nome da instituição, que decidiu interpor uma acção judicial contra Sumba Nansil.

A detenção do jornalista em nada está relacionada com este processo específico mas enquadra-se num outro, no qual Nansil é acusado de crime de desobediência, por se ter alegadamente recusado a receber uma das notificações do magistrado encarregue do processo.

Sumba Nansil tinha-se deslocado ao Ministério da Justiça para tratar de um assunto particular, ocasião em que um oficial da justiça o interceptou com a citada notificação para assinar, que, ao que tudo indica, trava-se da aplicação de uma medica de coacção sob Termo de Identidade e Residência. A atitude foi repudiada pelo jornalista, que considerou que a notificação deveria ser endereçada ao seu local de trabalho ou ao escritório do seu advogado, em vez de ser entregue ocasionalmente na rua, como foi o caso.

O magistrado do Ministério Público considerou o acto do jornalista como uma clara desobediência judicial, ordenando a sua imediata detenção, em cumprimento de uma ordem expedida desde Maio, mas só agora é que foi executada pela Policia Judiciária.

O advogado de Sumba Nansil, Alex Bassucu Santos Lopes, considera extemporânea a execução da ordem de prisão. O principal processo que envolve o jornalista encontra-se no Tribunal Regional de Bissau, para efeitos da marcação do julgamento. O causídico quer que tudo seja esclarecido na sessão de julgamento, cuja data não foi ainda anunciada.

via Novas da Guiné Bissau: Jornalista Sumba Nansil detido pelo Ministério Público.

JORNALISTA SUMBA NANSIL DETIDO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO

25/5/2013 Bissau – O jornalista de Bissau Digital e apresentador do célebre programa matinal da Rádio privada Galáxia de Pindjiguiti «BOM DIA GUINÈ», Sumba Nansil, foi preso pela Polícia Judiciária, a mando do Ministério Público.

A detenção, que logo suscitou agitações no seio da classe jornalística guineense e da sociedade, insere-se no âmbito de um processo em que Sumba Nansil é acusado, pela Procuradoria-Geral da República, de ter publicado um artigo envolvendo as declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados, nas quais, Domingos Quadé pediu ao Ministério Público que proceda uma ampla investigação sobre a corrupção.

No entender da Procuradoria-geral da República, o jornalista teria adulterado as reais declarações do Bastonário, ao ter escrito que este apontou o «dedo acusador» apenas ao Ministério Público, facto que, para a Procuradoria-geral da República, pretendia lesar o bom nome da instituição, que decidiu interpor uma acção judicial contra Sumba Nansil.

A detenção do jornalista em nada está relacionada com este processo específico mas enquadra-se num outro, no qual Nansil é acusado de crime de desobediência, por se ter alegadamente recusado a receber uma das notificações do magistrado encarregue do processo.

Sumba Nansil tinha-se deslocado ao Ministério da Justiça para tratar de um assunto particular, ocasião em que um oficial da justiça o interceptou com a citada notificação para assinar, que, ao que tudo indica, trava-se da aplicação de uma medica de coacção sob
Termo de Identidade e Residência. A atitude foi repudiada pelo jornalista, que considerou que a notificação deveria ser endereçada ao seu local de trabalho ou ao escritório do seu advogado, em vez de ser entregue ocasionalmente na rua, como foi o caso.

O magistrado do Ministério Público considerou o acto do jornalista como uma clara desobediência judicial, ordenando a sua imediata detenção, em cumprimento de uma ordem expedida desde Maio, mas só agora é que foi executada pela Policia Judiciária.

O advogado de Sumba Nansil, Alex Bassucu Santos Lopes, considera extemporânea a execução da ordem de prisão. O principal processo que envolve o jornalista encontra-se no Tribunal Regional de Bissau, para efeitos da marcação do julgamento. O causídico quer que tudo seja esclarecido na sessão de julgamento, cuja data não foi ainda anunciada.

(c) PNN Portuguese News Networ