Novas da Guiné Bissau: Prevista exportação de 140 mil toneladas de caju – Associação Nacional de Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB)

Prevista exportação de 140 mil toneladas de caju – Associação Nacional de Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB)

Bissau – A exportação de caju da Guiné-Bissau deste ano poderá no máximo chegar a 140 mil toneladas, disse ontem (segunda-feira) o presidente da associação de importadores e exportadores, que responsabiliza a Câmara de Comércio pelos “sucessivos desastres” das campanhas.

Em conferência de imprensa, Mamadú Djamanca, presidente da Associação Nacional de Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB), disse que até agora já foram exportadas um pouco mais de 10 mil toneladas, estando em armazéns de Bissau mais 80 mil toneladas “à espera dos barcos”.

O incremento da exportação, explicou, deu-se este mês, após o Governo ter baixado de 50 francos CFA (0,076 euros) para 10 (0,015 euros) uma taxa por cada quilo de castanha de caju exportada.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e o grande motor da economia do país, fazendo subir o baixar o PIB (Produto Interno Bruto) consoante os anos são bons ou maus.

Nas palavras de Mamadú Djamanca, as campanhas não têm corrido bem por culpa da Câmara de Comércio e Indústria, que apresenta propostas extemporâneas para as campanhas que só contribuem “para o disfuncionamento do mercado” e criam “mau ambiente para o desenvolvimento de negócios e de investimento no país”.

Neste momento, disse, está garantida a exportação de mais de 100 mil toneladas, sem esquecer as cerca de 10 mil toneladas que se prevê que tenham sido escoadas ilegalmente por via terrestre. Ao todo, acrescentou, espera-se que se exporte entre 130 a 140 mil toneladas, quando a previsão inicial indicava entre 150 a 180 mil toneladas.

Mamadú Djamanca disse ainda que os preços praticados internacionalmente este ano são muito baixos, “o que não encoraja o dinamismo” do mercado, a que se juntaram “medidas inadequadas e fora de tempo”.

O responsável criticou nomeadamente a criação da taxa dos 50 francos (que passou para 10), conhecida na Guiné-Bissau por FUNPI, e explicou que ao contrário do que a Câmara de Comércio afirmou recentemente são os empresários guineenses quem paga essa taxa e não os estrangeiros (empresários indianos, principais compradores do caju).

via Novas da Guiné Bissau: Prevista exportação de 140 mil toneladas de caju – Associação Nacional de Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB).

Anúncios

One comment

  1. Seria bom que toda esta história acabe com um bom entendimento acima de tudo. Porque, pelos vistos, essa actitude da reduçao das taxas, ninguem compreende que tipo de matemática é; aliás, os famintos dos bens de outrem é compreendem isto, porque faz parte das suas ciencias. Já é basta brincar com esta populaçao; será que os nossos dirigentes nao sentem pena dos cansados guineenses que tudo dao para a vida dos seus familiares? Será que acham que todos os guineenses sao parvos? Quando fazem alguma coisa, ou quando falam, devem pensar que há gente aqui na guine que ouvem e percebem melhor que eles. Costuma-se dizer que sao quadros, é bom que saibam que há muitas paredes na guine, porque afinal, os quadros, nas paredes é que sao colocados.

Deixe aqui o seu comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s