Quase tudo pronto para roteiro de transição da Guiné-Bissau, diz Ramos-Horta (C/ÁUDIO) – Notícias – Sapo Notícias

Bissau, 19 abr (Lusa) – O representante da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse hoje ter sido informado de que está “praticamente tudo pronto” da parte das autoridades do país para a apresentação de uma data para as eleições.

Depois de encontros com o primeiro-ministro de transição e com o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), além de encontros também com os dois principais partidos e com os diplomatas acreditados em Bissau, Ramos-Horta disse aos jornalistas que “há uma forte determinação” das autoridades em produzirem o roteiro político de transição, que culminará com as eleições legislativas e presidenciais.

No encontro com o presidente da ANP, Ibraima Sori Djaló, e com o primeiro-ministro, Rui de Barros, Ramos-Horta ficou a saber, disse, que “está praticamente tudo pronto” e que a demora na apresentação do roteiro se deve à ausência, por motivos de saúde, do Presidente da República de transição, Serifo Nhamadjo.

Apesar dessa ausência, acrescentou, Ibraima Sori Djaló poderá “empurrar o processo” para que o povo guineense e a comunidade internacional saibam o calendário político até à realização de eleições, “que passa pela formação de um governo de base mais alargada que envolva o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) enquanto partido, e não enquanto pessoas” (desse partido), disse.

Ramos-Horta acrescentou ainda que a comunidade internacional continua a defender a realização das eleições ainda este ano, novembro ou dezembro, e garante que providenciará apoio técnico e financeiro para as mesmas.

Em relação ao encontro com os dois maiores partidos, PAIGC e PRS (Partido da Renovação Social), Ramos-Horta disse ter constatado que há “diálogo frequente” entre as duas forças, o que é motivo “para algum otimismo”.

“Os dois partidos têm obrigações muito grandes para garantir a paz, a estabilidade e a boa governação na Guiné-Bissau, e por isso quando os dois procuram acertar posições no tocante às eleições e futuro governo, nós a comunidade internacional que procuramos apoiar não podemos se não aplaudir”, afirmou.

Ramos-Horta lembrou que se encontrou (em conjunto com o representante da União Africana, Ovídeo Pequeno) nas últimas semanas com responsáveis políticos do Senegal, da Gâmbia, de Cabo Verde, de Moçambique e do Brasil e que “há sintonia entre todos” no que respeita a que as eleições se realizem ainda este ano “de preferência”, assumindo todos o compromisso de apoiar as mesmas.

O responsável do Gabinete Integrado das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) admitiu que caso chova muito (a época das chuvas começa em maio) poderá ser dificultada a preparação das eleições mas frisou que o importante “é saber que da parte da liderança política há mesmo determinação de cumprir com esse roteiro”.

“Se houver atraso de um mês, dois, três, por problemas técnicos isso teria de ser considerado. Podemos fazer uma avaliação em julho ou agosto e nessa altura é que poderemos dizer se houve esforço genuíno da parte de quem de direito e se esse esforço está a ser atrasado por intempéries, ou porque a comunidade internacional não se mobilizou atempadamente para ajudar. Mas é preciso que da parte do governo nos convença de que realmente o processo andou a sério”, frisou.

FP // SB

Lusa/fim

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