País parou no último ano – associações civis | GBISSAU.com

Bissau (Lusa, 09 de Abril de 2013) – A Guiné-Bissau parou ou regrediu no último ano, em consequência do golpe de Estado, defendem a Liga dos Direitos Humanos e o Movimento da Sociedade Civil, que querem eleições gerais o mais rápido possível.

Por ocasião do primeiro aniversário do golpe de Estado que a 12 de abril do ano passado afastou os dirigentes eleitos, a agência Lusa falou com responsáveis dos dois movimentos, que fizeram um balanço muito negativo dos últimos 12 meses.

Mamadu Queta, vice-presidente e porta-voz do Movimento da Sociedade Civil (plataforma que junta mais de 100 organizações), fala mesmo em “penúria” do país e pediu para que, a bem do povo guineense, políticos, militares e sociedade civil em geral “pugnem pelo diálogo” e que seja feita uma remodelação governamental rapidamente.

“O país está parado, não há grande movimento em termos de dinâmica económica, há dificuldades em termos de vida social, penúria. A situação resultante do golpe de Estado penalizou bastante o país”, diz Mamadu Queta, para quem é o “cidadão comum” a sofrer com a situação.

Para o responsável, “porque de facto a situação está pior”, o período de transição deve de terminar “rapidamente”, para que sejam levantadas as sanções contra a Guiné-Bissau e que fizeram com que os principais doadores tivessem deixado de ajudar o país.

Luís Vaz Martins, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, lembra que o orçamento do Estado da Guiné-Bissau depende em grande percentagem do apoio internacional, e que se o país está mal, “e a tendência é para piorar”, não pode “andar de costas viradas para a comunidade internacional”.

“Isto piorou, regredimos cinco anos, e dificilmente iremos ganhar terreno se, rapidamente, não se fizerem eleições, que nós acreditamos que devem de ser realizadas ainda este ano”, diz o responsável.

Para Luís Vaz Martins, a situação social e económica “deteriora-se dia após dia”, há reivindicações “notórias” dos sindicatos, há atrasos no pagamento de salários, falta luz elétrica e água potável, e tem havido “um problema muito sério ao nível da assunção por parte do Estado das suas responsabilidades, de criação de condições de bem-estar, mas também de condições de segurança”.

O responsável fala de ainda de perseguições a jornalistas e proibição de direitos fundamentais, como o de manifestação, reunião ou mesmo de expressão, e conclui que há “sinais evidentes” de que se a situação do país não melhorar, e “se persistir da parte dos que assaltaram o poder a ideia de se querem perpetuar no poder”, a Guiné-Bissau irá entrar “em mais um ciclo de violência

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