Guiné-Bissau insiste em associar Portugal a tentativa de golpe de Estado – JN

foto AFP: Soldados da Guiné colocaram bandeira de Portugal em Pansau N’Tchama no momento da detenção

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O porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, Daba Na Walna, afirmou, este domingo, que Portugal de forma “direta ou indireta sabia das movimentações” do capitão Pansau N’Tchamá, alegado líder do ataque a um quartel em Bissau.

Em conferência de imprensa em Bissau, o tenente-coronel Na Walna referiu-se ao percurso do capitão Pansau N”Tchamá até à sua captura no sábado, na ilha de Bolama, salientando que o militar esteve entre Portugal e a Gâmbia.

Segundo o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, “Portugal não cuidou bem da vigilância ao Pansau”, que apareceu em Bissau a liderar um ataque a um quartel militar.

“Como é que um indivíduo que se encontrava em Portugal, com o estatuto que ninguém sabe ao certo se residente ou se exilado político, aparece aqui a atacar um quartel fortificado? Portugal não cuidou bem da vigilância ao Pansau”, afirmou Na Walna prometendo mais elementos assim que o capitão for apresentado à justiça militar.

Daba Na Walna disse ainda que o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses Zamora Induta seria o orquestrador do ataque executado por Pansau N’Tchamá e que este contou com cúmplices internos, mas que a operação foi montada no exterior.

A 21 de outubro, o quartel dos para-comandos (uma força de elite do Exército guineense) foi atacado por um grupo de homens que, na versão das autoridades civis e militares, seriam comandados pelo capitão Pansau N’Tchamá.

Do ataque, resultaram seis mortos.

O capitão Pansau N’Tchama foi capturado na ilha de Bolama e transportado sábado para Bissau, onde foi preso sem prestar declarações.

A agência Lusa testemunhou o momento em que um pequeno barco atracou no cais do porto de Bissau, onde Pansau N’Tchama, de 33 anos, estava sentado sob uma forte vigilância de seis militares fortemente armados.

O capitão vinha amarrado com uma corda ao pescoço e vestia uma camisa de farda militar e um calção e estava descalço.

Sem prestar quaisquer declarações, Pansau N’Tchama foi conduzido numa carrinha de caixa aberta, sempre com armas apontadas à cabeça, para o Estado-Maior General das Forças Armadas, onde foi presente ao chefe das Forças Armadas, António Indjai.

Após breves palavras de circunstância Pansau N’Tchamá foi conduzido para uma cela no Estado-Maior, também sem que ninguém prestasse declarações.

O portão do Estado-Maior das Forças Armadas, na fortaleza d’Amura, no centro de Bissau, foi literalmente invadido por manifestantes, na sua maioria jovens, que gritavam “vivas às Forças Armadas da Guiné-Bissau e abaixo aos que diziam que era tudo invenção”.

Nos últimos dias a sociedade guineense esteve dividida entre os que apoiam a tese das autoridades civis e militares sobre a ocorrência do ataque ao quartel dos paracomandos e os que negavam essa hipótese, afirmando tratar-se de mais uma invenção de factos.

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