Jornal de Angola – CEDEAO torna difícil um acordo para fim da crise na Guiné-Bissau

O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirmou, em Nova Iorque, que o facto de a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) considerar o golpe de Estado na Guiné-Bissau irreversível dificulta um acordo entre as duas organizações.

Murade Murargy disse que “não foi conclusiva” uma reunião da Comissão de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau, organismo ao nível da ONU presidido pelo Brasil, mas que é mais um passo para uma “plataforma de entendimento e de diálogo entre a CPLP e a CEDEAO”.

“A CEDEAO mantém as suas posições que a situação de facto na Guiné-Bissau é irreversível. Torna-se difícil encontrar um caminho rapidamente. Vamos ter de verificar a situação no terreno”, declarou.

Esta verificação, referiu, pode envolver o envio de uma missão da CPLP à Guiné-Bissau, com acordo de ambas as partes.

“Falta saber quem compõe a missão e quais os termos de referência”, adiantou Murade Murargy, que está em Nova Iorque acompanhado pelo antecessor, Domingos Simões Pereira.

Os contactos prosseguiram ontem numa reunião entre representantes da CPLP e da CEDEAO em que estiveram também presentes responsáveis da União Africana, União Europeia e Nações Unidas.

Os contactos em Nova Iorque seguiram-se ao Conselho de Ministros extraordinário da CPLP e à margem da abertura do debate da Assembleia-Geral, em que foi decidido tentar um acordo com a CEDEAO. O objectivo inicial era que o plano de acção fosse submetido ao longo desta semana aos ministros dos países-membros da CPLP e da CEDEAO, mas Murargy disse que a maioria deles já não está no debate anual da Assembleia-Geral.

O que é importante, sublinhou, é que haja uma plataforma de trabalho. O objectivo da reunião, referiu, é identificar pontos de estrangulamento e de convergência para se encontrar uma solução rápida para a Guiné-Bissau. O secretário executivo da CPLP disse ser fundamental que haja uma força internacional, não apenas da CEDEAO, que defenda a realização de eleições livres e supervisionadas internacionalmente e um compromisso do roteiro sobre a reforma das Forças de Defesa e Segurança.

Sobre o recomeço do processo eleitoral interrompido pelo golpe de Estado de 12 de Abril, uma exigência da CPLP, que se recusa a reconhecer o governo militar, afirmou que “é um caso a repensar”.

via Jornal de Angola – CEDEAO torna difícil um acordo para fim da crise na Guiné-Bissau.

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