UE com projetos em execução de 40 milhões de euros – Notícias – Sapo Notícias

Bissau, 31 ago (Lusa) – A União Europeia tem na Guiné-Bissau projetos em curso no valor de 40 milhões de euros e deverá ter um novo projeto de seis milhões até ao final do ano, segundo um comunicado da delegação da UE em Bissau.

Segundo o comunicado hoje divulgado, o chefe da delegação, Joaquin Gonzalez Ducay, reuniu-se na quinta-feira em Bissau com o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ainda em funções Domingos Simões Pereira, para fazer o ponto da situação da evolução do país e os esforços da comunidade internacional para encontrar “uma saída pacífica para a crise política que o país está a atravessar”.

Joaquin Gonzalez Ducay, lê-se no comunicado, explicou a Domingos Simões Pereira os projetos em execução, voltados essencialmente para o alívio da pobreza e ajuda humanitária. Os projetos referem-se a intervenções nas áreas da saúde, fornecimento de energia e água potável, segurança alimentar e reforço da sociedade civil. O novo projeto será na área da saúde materno-infantil.

Depois do golpe de Estado de 12 de abril passado a União Europeia e praticamente toda a comunidade internacional suspenderam a ajuda à Guiné-Bissau. Hannes Hauser, conselheiro político da delegação da União Europeia em Bissau explicou à Lusa que de facto a cooperação com o governo está suspensa mas que a Europa continua a trabalhar com organizações não estatais.

Lembrando que a Guiné-Bissau está nos últimos lugares no índice de desenvolvimento, Hannes Hauser salientou que a União Europeia não podia “deixar o país sem ajuda”, que atualmente se traduz em pequenos projetos humanitários, sobretudo no interior do país.

Segundo o comunicado, Gonzalez Ducay e Simões Pereira “concordaram que a saída da crise passa necessariamente pela devolução da palavra ao povo da Guiné-Bissau, para que este possa legitimar, através de eleições livres e pacíficas, os governantes que deverão reger os seus destinos e liderar as reformas fundamentais que o país precisa”.

União Europeia e CPLP concordaram também na necessidade de trabalhar com outros parceiros, como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), União Africana e Nações Unidas, para “desenvolver uma transição inclusiva que permita a todos os atores guineenses avançar rapidamente na preparação e na convocatória das eleições parlamentares e presidenciais”, diz também o comunicado.

Sobre uma eventual contradição de posições sobre a Guiné-Bissau entre a CPLP e a CEDAO também os dois concordaram que essa questão surge por parte de políticos “contrários ao regresso durável” do país a um sistema político democrático.

“A pertença geopolítica de um lado e linguística e cultural do outro, não devem produzir exclusões recíprocas mas gerar sinergias para contribuir para o desenvolvimento durável e autêntico da sociedade guineense. Na base estão os valores democráticos universais, reconhecidos bem pela CPLP como pela CEDEAO. Para o apoio à estabilização da Guiné-Bissau, as óbvias sinergias entre as duas organizações fazem parte do diálogo franco e aberto em que ambas estão atualmente empenhadas”, adianta-se no comunicado.

FP.

Lusa/fim

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