Governo transição negoceia com China instalação de energia eólica nas ilhas – Notícias – Sapo Notícias

Bissau, 29 ago (Lusa) – A China vai disponibilizar 150 milhões de dólares (119,5 milhões de euros) para instalar energia eólica em todas as ilhas habitadas da Guiné-Bissau, disse hoje o ministro dos Recursos Naturais e Ambiente do Governo guineense de transição.

De acordo com Daniel Gomes, o contrato para este financiamento já está assinado faltando apenas a vinda de técnicos chineses para dar início à instalação dos equipamentos no arquipélago dos Bijagós e também nas ilhas da parte continental, no chamado Chão Manjaco, no norte do país.

Com o financiamento da empresa ZTE, serão também instalados equipamentos para produção de energia fotovoltaica para a zona sul da Guiné-Bissau, disse o ministro dos Recursos Naturais e Ambiente.

Daniel Gomes, em declarações aos jornalistas, adiantou também que o Governo de transição está em negociações com uma empresa norte-americana que se está disposta a instalar equipamentos para a produção de 10 megawatts de energia fotovoltaica em Bissau e 15 megawatts em Bafatá (segunda maior cidade do país), no leste.

Apesar de nos últimos dias se registar melhorias no fornecimento de energia em Bissau, o ministro afirmou que o Governo de transição pretende elevar a capacidade instalada da EAGB (Empresa de Energia e Aguas da Guiné-Bissau) dos atuais nove megawatts para “pelo menos 20 megawatts”.

“Estamos a negociar com o BOAD – Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento – para aquisição de novos grupos para Bissau para podermos elevar a capacidade instalada de produção de nove megawatts para pelo menos 20 megawatts”, assinalou Daniel Gomes.

O governante diz, no entanto, que a crise energética em Bissau só poderá ser ultrapassada de forma definitiva com a construção de uma nova central elétrica que terá a capacidade de produzir 50 megawatts de energia.

A nova central elétrica para Bissau deverá estar pronta em 2018. Até lá, notou Daniel Gomes, o país terá que arranjar formas de lutar contra a pirataria de energia.

“Bissau deve ser a principal cidade onde se pratica a pirataria da energia da rede pública em toda zona da costa ocidental de África. Em muitas zonas importantes da cidade as pessoas consomem energia sem pagar”, disse o ministro.

Neste momento, a central elétrica produz nove megawatts que são destinados apenas ao consumo doméstico, isto é, sem ligar às pequenas indústrias, embaixadas e representações diplomáticas. Todas estas instituições possuem grupos geradores próprios.

“A EAGB não tem, neste momento, a capacidade para fornecer energia a estas instituições”, precisou Daniel Gomes, adiantando igualmente que apenas com a entrada em função dos equipamentos de produção de energia fotovoltaica o custo da energia poderá vir a baixar.

“A ideia é instalar aqui em Bissau a energia fotovoltaica para poder baixar o custo da energia, que é caríssimo”, sublinhou o ministro.

MB.

Lusa/Fim

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