Divergência entre fiéis muçulmanos marca fim do Ramadão – Notícias – Sapo Notícias

Bissau, 20 ago (Lusa) – Divergências sobre o dia em que termina o Ramadão, mês de jejum dos muçulmanos, levou a que uns fiéis desta religião na Guiné-Bissau tivessem rezado no domingo e outros hoje.

O fim do Ramadão (30 dias de abstinência de comer, beber e ter relações sexuais do nascer ao pôr do sol) ou Ide Al Fitr devia ser uma festa de comunhão e de harmonia entre os fiéis muçulmanos, mas esta divergência leva a que a data se comemore em alturas diferentes.

É que grande parte da comunidade muçulmana guineense celebra hoje a festa, enquanto um número considerável de fiéis já o tinha feito no domingo, o que tem gerado um mal-estar entre os dignitários religiosos e as autoridades políticas locais.

A confusão foi motivada pela lua. Um fiel muçulmano, para iniciar o Ramadão, tem que ver a lua nova, período que termina quando voltar a vê-la.

Um muçulmano orienta-se pelo calendário lunar, calendário composto por doze meses de 29 ou 30 dias com um total de cerca de 354 dias, ao contrário do calendário do mundo ocidental que é gregoriano ou solar e que tem 365 dias.

Os fiéis que rezaram para o Ide Al Fitr no domingo disseram que viram a lua no sábado, logo iam rezar, mesmo contrariando os apelos dos líderes do Conselho Nacional Islâmico e do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos, duas organizações representativas dos muçulmanos guineenses, que representam 35 por cento da população.

Os chefes islâmicos queriam que todos rezassem hoje.

Líderes dos dois Conselhos já reconheceram que a disparidade nos dias das celebrações islâmicas “é um problema que tem que ser corrigido”, o Presidente de transição do país, Serifo Nhamadjo, apelou para que haja “mais diálogo e concertação” para que se evite “o triste espetáculo de divisão” entre os muçulmanos.

Falando aos jornalistas depois da reza no largo da Câmara Municipal de Bissau, Nhamadjo, de confissão muçulmana, pediu paz para o país, concórdia e entendimento entre os muçulmanos.

O ex-Presidente guineense Kumba Ialá, que se converteu ao islamismo em 2005, também esteve na “grande reza” no largo da Câmara Municipal, mas não prestou declarações aos jornalistas.

O Ide Al Fitr é uma festa que assinala o fim dos 30 dias do mês de Ramadão e geralmente é marcada pela reza de manhã, fausto almoço, visitas e trocas de prendas entre os familiares muçulmanos.

MB.

Lusa/Fim

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