Alerta aos parceiros financeiros da Guiné-Bissau

“Governo quer eleições dentro do prazo mas depende do apoio dos parceiros”

-avisa o porta-voz do Governo de Transição

“Os parceiros financiadores bi e multilaterais que não nos apoiarem atempadamente neste período de transição, então, não nos poderão dizer

depois que não realizamos eleições dentro do prazo previsto (um ano)”. Estas declarações foram proferidas pelo porta-voz do Governo de Transição, Fernando Vaz, à saída de um encontro do Governo no dia 2 deste mês com os parceiros financiadores da Guiné-Bissau.

O encontro visava situar aos representantes diplomáticos residentes em Bissau sobre os andamentos de diferentes assuntos da vida pública nacional, nomeadamente, da Justiça, do Narcotráfico, das Reformas, da preparação das Eleições Gerais, entre outros.

À saída deste encontro, o porta-voz do Governo de Transição, Fernando Vaz, acusou a União Europeia (UE) de estar interessada a fazer a Guiné-Bissau regressar ao período antes do golpe de Estado, ou seja, querer concluir o processo eleitoral conforme a vontade do então Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, interrompido na sequência do golpe militar.

O ministro da Presidência de Conselho de Ministros, da Comunicação Social, Assuntos Parlamentares e Porta-Voz do Governo, avisou à esta maior organização europeia (UE) que não venha a reclamar a eventual falha no cumprimento do prazo de realização de novas eleições por este Executivo, previstas para Abril de 2013.

Fernando Vaz, citou as organizações sub-regionais que têm dado as suas contribuições à este Governo neste período de transição, nomeadamente, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) e no âmbito bilateral, a Nigéria, os quais, prometeram apoios financeiros para o normal desenrolar do período transitório na Guiné-Bissau.

Salienta-se que União Europeia é a maior parceira financiadora da Guiné-Bissau de todos os processos eleitorais. Neste momento, as relações entre o país e esta organização não são boas, desde que foi deposto o anterior Governo a 12 de Abril do ano em curso.

Por seu lado, o ministro das Finanças, Abubacar Demba Dahaba, lamentou o “estado de saúde” do Tesouro Público que considerou de bastante deficitário, não obstante, o Governo está a envidar todo os esforços e com vontade para cumprir com a agenda de Transição, pagando salários com recursos internos.

Dahaba solicitou à comunidade internacional para apoiar o Executivo de Transição, principalmente as instituições como o Fundo Mundial (FM), o Banco Mundial, a União Europeia e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para retomarem os seus projectos para com a Guiné-Bissau, lembrando que o principal beneficiário dos mesmos é a população guineense e inserem-se nos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento.

Na opinião do ministro das Finanças, o assunto político do país não deveria afectar as relações da Guiné-Bissau com as instituições financeiras. “Se acontecer, é uma grave violação os direitos do povo guineense inocentemente”, acrescentou Dahaba.

via Alerta aos parceiros financeiros da Guiné-Bissau.

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