Governo reúne-se com sete empresários interessados em investir no país – Notícias – Sapo Notícias

Bissau, 10 ago (Lusa) – O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Rui de Barros, reuniu-se hoje com sete empresários interessados em investir nos setores das telecomunicações, pesca, energia, agricultura, mineiros e transportes.

Rui de Barros, acompanhado de sete ministros, reuniu-se com os empresários trazidos a Bissau pelo cônsul da Guiné-Bissau no Líbano, Mohamed Suleimane, que disse estar a trabalhar para o país já que possui a nacionalidade guineense.

Os investidores são de nacionalidades francesa, britânica, saudita, libanesa e do Qatar. Durante cerca de duas horas ouviram de Rui de Barros quais as áreas de interesse para a Guiné-Bissau.

“Estamos bastante preocupados com a criação de emprego principalmente nos setores dos transportes, comunicações, agricultura, energia e pescas, onde pensamos que temos grandes potencialidades que não estavam a ser devidamente explorados, não por falta de vontade, talvez por falta de estratégias concretas para esses setores”, disse o primeiro-ministro de transição.

“Queremos dar oportunidade a todos os querem investir na Guiné-Bissau que venham investir para que o nosso setor privado possa ganhar e o país possa ganhar também. Tudo isso dentro de uma parceira pública e privado”, observou Rui de Barros, salientando que a vinda desses empresários é uma ação concertada entre a presidência guineense e o Governo.

Por seu lado, Abel Incada, vice-presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços disse que a Guiné-Bissau “é um país virgem onde tudo está por fazer”.

“É objetivo da Câmara do Comércio trazer cá pessoas idóneas para que possam ter parceiros idóneos do nosso lado”, precisou Abel Incada, prometendo total colaboração aos visitantes.

Mohamed Suleimane, cônsul da Guiné-Bissau no Líbano, informou que a delegação é composta de “grandes investidores, desejosos de ajudar a Guiné-Bissau”.

Explicou que, no grupo, há investidores que vão desenvolver ações nas áreas do petróleo, telecomunicações, energia e indústria transformadora.

“Há um deles que está incumbido de fazer uma refinaria de petróleo aqui na Guiné-Bissau. Uma refinaria que terá capacidade de produzir 450 mil barris de petróleo por ano”, afirmou Mohamed Suleimane.

“Também temos um grupo responsável para pequena e grande indústria. Vão dedicar-se aos setores de produção do ferro, plástico, alimentação, doces, sumos porque a Guiné-Bissau é uma terra rica em frutas”, acrescentou Suleimane.

Um dos investidores é francês de origem libanesa e vai dedicar-se a construção de um laboratório de certificação de origem e de qualidade de produtos da Guiné-Bissau para exportação, nomeadamente o pescado para o mercado europeu, disse ainda o responsável pela missão empresarial.

Segundo Mohamed Suleimane, os trabalhos para a instalação dos empresários já começaram.

“Hoje, parte da delegação já tratou da abertura de uma conta bancária e outra parte está a tratar de comprar um terreno de cerca de 200 mil hectares na zona de Safim (arredores de Bissau) para a construção da fábrica de produção de sumos e também de produção de ferro”, observou Suleimane.

MB.

Lusa/Fim

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