PÁGINA GLOBAL: Bissau: Novo representante da UA discute saída da crise com Presidente de transição

Bissau, 25 jul (Lusa) – O novo representante da União Africana (UA) na Guiné-Bissau, o são-tomense Ovídio Pequeno, reuniu-se hoje com o Presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo, para concertarem posições sobre o processo de estabilização do país.

Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-embaixador de São Tomé e Príncipe em vários países, Ovídio Pequeno disse aos jornalistas ter abordado com Serifo Nhamadjo “os aspetos concretos” sobre as quais a União Africana poderá ajudar a Guiné-Bissau “a criar um clima de paz e de estabilidade”.

Ovídio Pequeno recusou-se a dizer aos jornalistas o que ouviu do Presidente de transição, mas realçou que está em Bissau para cumprir com o mandato da União Africana em relação ao processo político do país.

“Venho com o mandato da União Africana que se resume à harmonização da posição da comunidade internacional quanto àquilo que se passa na Guiné-Bissau, de forma a que todos falemos a mesma linguagem, particularmente a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], a CEDEAO [Comunidade Económica de Estados da África Ocidental], a União Africana, União Europeia e as Nações Unidas”, disse o responsável africano.

Ovídio Pequeno sublinhou também a necessidade de aproximar os guineenses, nomeadamente a sociedade civil, os atores políticos, a diáspora e a comunidade religiosa.

O combate a impunidade e o combate ao narcotráfico são outras das tarefas do novo representante da UA na Guiné-Bissau.

Ovídio Pequeno afirmou também ser sua intenção reunir as representantes da CPLP e CEDEAO para debaterem, na mesma mesa, os problemas da Guiné-Bissau.

“Deveríamos ter tido uma reunião com a CPLP e CEDEAO no mês de junho mas tal não foi possível por questões de agenda da CPLP. A reunião deveria ter lugar em Abidjan, mas estou em crer que muito brevemente vou contactar o meu colega da CEDEAO para vermos em que medida vamos retomar esse diálogo”, declarou Pequeno.

“Tem que ser um diálogo inclusivo para que, de facto, saiamos desta situação em que nos encontramos”, observou ainda o representante da UA. Pequeno frisou também que a Guiné-Bissau continua suspensa da organização.

“A suspensão da Guiné-Bissau mantém-se. Temos que encontrar os mecanismos que permitam depois que a Guiné-Bissau possa regressar à União Africana”, disse.

A Guiné-Bissau foi suspensa da UA na sequência de golpe de Estado perpetrado por militares no dia 12 de abril passado, do qual foram destituídos o Presidente interino e o primeiro-ministro, estando agora no poder um Presidente e um Governo de transição, reconhecidos pela CEDEAO mas não pela maior parte da comunidade internacional.

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