CONFLITOS EM AFRICA DOMINAM DISCURSOS DE ABERTURA DA 19/a CIMEIRA DA UA – Notícias – Sapo Notícias

ADDIS ABEBA (ETIOPIA), 15 JUL (AIM) – A abertura hoje da 19/a Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), foi marcada por discursos manifestando uma forte preocupação face a prevalência e o recrudescimento de conflitos político-militares em diferentes países do continente.

Os conflitos, segundos os líderes africanos reunidos na capital etíope, tem implicações bastante negativas no processo de desenvolvimento socioeconómico, em todas as suas vertentes.

Segundo o Presidente cessante da Comissão da União Africana (CUA), Jean Pin, estes conflitos põem em risco a paz e segurança de África, no seu geral, daí a necessidade de uma maior união e coesão entre os africanos, no sentido de se alcançar soluções duradoiras.

No seu discurso de abertura, Ping denunciou aquilo que considera o surgimento de um novo fenómeno caracterizado pela multiplicação de actos relacionados com o fundamentalismo, associado a al-Qaeda em alguns países do Magreb e na Somália, neste caso protagonizados pela al-Shabab.

“Esforços devem ser empreendidos para conter e erradicar este fenómeno”, apelou o Presidente da CUA, manifestando também a sua preocupação com a situação no norte do Mali, a rebelião na região oriental da RDCongo e o clima de tensão entre o Sudão e o Sudão do Sul.

No Mali, segundo ele, a situação é deveras preocupante e perigosa, havendo o registo de matanças, pilhagens e destruição de infra-estruturas e bens do património universal.

No caso da RDCongo, a UA está disposta a contribuir com uma força de pacificação para a região em conflito.

Contudo, Jean Ping reconheceu haver alguns progressos, mesmo na Somália, onde durante décadas ficou privado de um governo central.

“Nunca antes, em duas décadas, houve boas perspectivas de solução do conflito na Somália como agora”, anotou a fonte.

Para Jean Ping, progressos também foram registados na Costa de Marfim. Enalteceu, igualmente, o trabalho que vem sendo levado a cabo pela Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC) em relação ao problema de Madagáscar e os processos de transição democrática no norte de continente, como, por exemplo, Egipto, Tunísia e Líbia, que, no seu entender, se trata de materialização da vontade dos povos destes países.

Apelou para que a UA continue a zelar pela unidade, estabilidade e coesão entre os africanos visando fazer face aos desafios que se impõem actualmente em todos os domínios.

Por sua vez, o Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas, Jan Eliasson, reiterou a necessidade de a reforçar a sua união para que os desafios inerentes ao desenvolvimento sócio-economico e bem-estar do povo sejam uma realidade.

Tal como Jean Ping, Eliasson manifestou o sentimento de preocupação em relação aos conflitos no continente, citando a situação na Guine Bissau, para quem, as Nações Unidas estão a trabalhar juntamente com a UA e outras organizações com vista a encontrar uma solução para o problema.

Falando também na sessão de abertura, em representação do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, ele apelou os países africanos para que se organizem para controlar o terrorismo transfronteiriço.

Porém, enalteceu os esforços empreendidos pelos países africanos no sector de educação, afirmando que se nota imensos progressos no acesso da criança à escola.

O Presidente em exercício da UA e Chefe de Estado do Benin, Boni Yayi, convidou aos líderes africanos a optarem por uma liderança clarividente, condição essencial para ultrapassar os desafios e garantir o progresso dos respectivos países e do continente.

Disse, por outro lado, ser necessário reflectir sobre as vias alternativas de financiamento dos projectos concebidos a luz da União Africana em face da crise económica mundial, incluindo os relacionados com infra-estruturas.

Na sessão de abertura também tomaram a palavra o Primeiro Ministro do Lesotho, Matsoahae Thomas Thabane, e os Chefes de Estado do Senegal, Macky Sall, e do Egipto, Mohamed Morsy, conduzidos este ano ao poder na sequência das eleições nos respectivos países.

Falaram ainda o Secretário-Geral da Liga Arabe, Nabil Al-Arabi, o representante da Autoridade Palestina e, ainda, o Emir do Kuwait, Sabah Al-Ahmed, este último convidado especial da UA.

De referir que, em 2013, o Kuwait vai acolher a Cimeira Afro-Arabe.

(AIM)

DT/le

(AIM)

via CONFLITOS EM AFRICA DOMINAM DISCURSOS DE ABERTURA DA 19/a CIMEIRA DA UA – Notícias – Sapo Notícias.

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