Há sinais de que guineenses querem dialogar, diz representante da ONU – Notícias – Sapo Notícias

Bissau, 11 jul (Lusa) – O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, considera haver sinais de que os guineenses querem dialogar de forma franca para encontrar “uma solução duradoura para os problemas” do país.

A conclusão, segundo uma nota hoje divulgada pelo escritório das Nações Unidas em Bissau (UNIOGBIS), surge após três semanas de consultas com os diferentes atores nacionais sobre a atual situação política na Guiné-Bissau.

“Lições aprendidas durante as consultas é que os guineenses agora concordam que devem dizer a verdade uns para os outros e isso é muito importante”, diz a nota, citando Joseph Mutaboba.

O mesmo responsável defende que se os guineenses “de todas as esferas” se pudessem reunir num grupo de reflexão, “automaticamente as Nações Unidas chegarão à conclusão de que os guineenses realmente podem assumir o controlo do seu futuro, dizer a verdade uns aos outros e a si mesmos” e assumir que lamentam mais uma crise (golpe de Estado de 12 de abril), mas que será a última.

Na nota, Joseph Mutaboba diz que até agora foram ouvidas instituições como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), União Europeia ou ONU, “mas os guineenses não tem exprimido a sua preocupação sobre o país e sobre as repetitivas crises”, o que “deixa a entender que não têm nada para dizer”.

“Estamos prontos para apoiá-los, como temos feito, e estamos à espera do momento adequado para que isso aconteça e não vai demorar muito. Devemos dar-lhes esta oportunidade para serem capazes de olhar um para o outro e dizer a verdade, portanto, se eles têm algumas recomendações para fazer, devem ser consideradas como referência para a CEDEAO, União Africana, CPLP, ONU, União Europeia (…), sejam parceiros bilaterais ou multilaterais, isto é muito significativo”, afirma Joseph Mutaboba.

Na resolução 2048, de 18 de maio passado (seis dias após o golpe de Estado), o Conselho de Segurança das Nações Unidas salientou a necessidade de que todos os intervenientes nacionais e parceiros bilaterais e multilaterais da Guiné-Bissau continuem comprometidos com a restauração da ordem constitucional.

Desde então, Joseph Mutaboba e os parceiros internacionais têm mantido encontros regulares para debater a situação da Guiné-Bissau.

O relatório do secretário-geral das Nações Unidas sobre a Guiné-Bissau é apresentado dia 26 de julho deste ano ao Conselho de Segurança.

Até agora, a ONU e outros parceiros como a CPLP ou a União Europeia não reconheceram o Governo de transição da Guiné-Bissau.

FP.

Lusa/Fim

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