Guiné-Bissau. Lista de pessoas proibidas de sair do país foi anulada, diz PM de transição | iOnline

O primeiro-ministro do Governo de transição da Guiné-Bissau, Rui de Barros, disse hoje que foi anulada a lista de 58 pessoas que estavam proibidas de sair do país e que fora elaborada pelo Comando Militar.

O Comando Militar, autor do golpe de Estado de 12 de abril na Guiné-Bissau, emitiu em meados de maio uma ordem que proibia a saída do país de 58 pessoas, entre as quais os membros do Governo deposto e dirigentes do maior partido, o PAIGC.

Hoje, em declarações aos jornalistas, Rui de Barros disse que o governo decidiu acabar com essa lista, que “já não existe”, e “quem quiser sair do país pode sair”.

O Governo tomou a decisão “na semana passada, depois de os militares nos passarem todos os dossiês”, disse, acrescentando: “Só o Tribunal é que pode embargar a saída de alguém. Quem quiser sair do país pode sair mas quem tiver problemas com a Justiça tem de responder. Mas para nós já não existe” essa lista.

Rui de Barros falava na posse do secretário de Estado do Tesouro, Gino Mendes, momento em que justificou também o pedido de recolha de passaportes diplomáticos, uns através de carta direta e outros através dos serviços consulares.

A lista enviada aos serviços consulares é composta por 38 nomes, incluído os de Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira, primeiro-ministro deposto e Presidente interino deposto.

Rui de Barros disse que há casos de pessoas que se desconhece os motivos de terem esse passaporte, pelo que “é lógico” que se apresentem “para analisar caso a caso e tomar uma medida”.

“E há pessoas que conhecemos e pedimos que viessem ao país. Não quiseram vir e somos obrigados a tomar medidas. Porque se têm passaporte da Guiné-Bissau representam a Guiné-Bissau e podem utilizar esse passaporte a qualquer momento”, disse o responsável, acrescentando que foi uma decisão do governo.

A posse ao secretário de Estado do Tesouro do governo de transição foi conferida pelo Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, que na altura garantiu todo o apoio ao executivo para que este possa, em 12 meses, “trabalhar para que haja um retorno efetivo da normalidade constitucional”.

Mas pediu também empenho “para que a gestão da coisa pública seja de contento de todo o povo” e “transparência acima de tudo”.

Serifo Nhamadjo pediu também ao secretário de Estado para que serviços mais sensíveis, como hospitais e forças de defesa e segurança, sejam contemplados atempadamente com recursos, e reafirmou a importância do pagamento de salários.

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