Os meandros do golpe – Política – O País – O Jornal da Nova Angola

27 de Abril 2012. Os detalhes sobre a preparação do mais recente golpe de Estado militar na Guiné-Bissau revelados esta semana pelo vice-ministro angolano da Defesa, Salviano Sequeira (Kianda), confirmaram a participação directa , na conjura,do candidato presidencial Koumba Ialá.

Terá sido este político da oposição o primeiro a estabelecer contactoscom as chefias militares para a preparação do golpe, logo a seguir à morte do expresidente da República em finais de 2010. A fonte precisou que “depois de dar as condolências à família do ex-presidente, Koumba Ialá foi, logoa seguir,para o Estado Maior General (EMG) reunir com o general António Indjai. Este, por sua vez,teria reunido com alguns oficiais a quem orientou que fossem para o sul do país para fazerem campanha a favor de Kumba Ialá.

O também líder do PRS realizou, nasequência, uma manifestação junto à CNE. “Como se previa uma desordem, a polícia interveio, para manter a ordem, mas Indjai fez sair as tropas de comandos,que surraram os polícias e os prendeu”, revelou o general Kianda.

Também, a partir de 12 deJaneiro, o ministro da defesa, Baciro Dja, terárealizado campanhas visando denegrir o comportamento do Primeiro-Ministro (PM), Carlos Gomes Júnior. O ministro da Defesa teriaaindaorientado António Indjaipara que não entregasse as listas dos 500 oficiais que iriam passar à reforma sob a alegação de quenão havia condições para tal. A cerimónia oficial paraefeitosde passagem à reserva e posteriormente à reforma dos oficiais em causa devia ter lugar no dia 23 de Janeiro de 2012.O governante angolano revelou aindaque o ministro da Defesa da GuinéBissau fez circular também informações insinuando quese o PM, Carlos Gomes,ganhasse as eleições iria nomear novamente o exchefe do estado maior do exército,Zamora Induta, que por sua vez mandaria eliminar António Indjai.

Uma semana antes de o golpe ser consumado,o Chefe do Estado-Maior (CEM) António Indjai teriaviajado para uma reunião da CEDEAO tendo,no seu regresso a Bissau, mandado preparar um batalhão, sob o pretexto de que o mesmo iriapara o Mali, e foi esta tropa que deu o Golpe de Estado.

27 de Abril de 2012

via Os meandros do golpe – Política – O País – O Jornal da Nova Angola.

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