Governo deposto insurge-se contra CEDEAO e faz apelo à ONU

14 Maio 2012. Djaló Pires disse que Serifo Nhamadjo foi “um dos instigadores do golpe militar de 12 de Abril” e ficou em terceiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais, “com apenas 15 por cento”.

O governo da Guiné-Bissau deposto no golpe militar apelou, sexta-feira última, ao secretário-geral das Nações Unidas que assuma a liderança do processo de transição no país, considerando que a CEDEAO carece de condições para continuar a fazê-lo, noticiou a Lusa.

“A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) não tem mais condições para conduzir o processo em busca de uma solução duradoura para a crise da Guiné-Bissau, ao apressar-se nesta tentativa de impor uma solução que não é solução, mas um desastre total para o povo da Guiné-Bissau”, disse, este fim-de-semana o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mamadu Djaló Pires, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Falando em nome do “governo legítimo da Guiné-Bissau”, o ministro apelou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao secretário-geral, Ban Ki-Moon, a que o processo “seja liderado pelas Nações Unidas, envolvendo outras organizações, como União Africana (UA), CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e União Europeia (UE)”.

A conferência de imprensa foi convocada após, quinta-feira, a CEDEAO ter proposto o presidente interino do parlamento, Serifo Nhamadjo, para presidente de transição (um ano), na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril.

Djaló Pires disse que Serifo Nhamadjo foi “um dos instigadores do golpe militar de 12 de Abril” e ficou em terceiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais, “com apenas 15 por cento”.

“É evidente que nem o governo legítimo da Guiné-Bissau nem o PAIGC (…) muito menos o povo martirizado da Guiné-Bissau aceitam esta tentativa de impor ao nosso país uma solução encomendada por alguns países da CEDEAO”, afirmou o ministro, referindo-se particularmente à Nigéria.

E especificou: “A missão da CEDEAO liderada pela Nigéria seguiu para Bissau após uma visita relâmpago do presidente (nigeriano Goodluck) Jonathan ao presidente (da Costa do Marfim Alassane) Ouattara, em Abidjan, demonstrando claramente a intenção de desafiar a comunidade internacional, personificada pelas Nações Unidas”.

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