Jornal de Angola – Tropa da Nigéria vai para Bissau

A Nigéria vai enviar, até sexta-feira, tropas para a Guiné-Bissau, que atravessa um impasse desde o golpe de Estado militar de 12 de Abril, anunciou o ministro da Defesa nigeriano.

A declaração foi feita pelo governante na abertura de uma reunião que decorre em Abuja, Nigéria, entre responsáveis militares dos países da Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO) que analisa as situações na Guiné-Bissau e no Mali.

“Vamos mobilizar tropas até ao dia 18”, declarou o ministro Bello Haliru Mohammed, sem dar detalhes sobre a composição da força e o número de militares.

Os ministros da Defesa dos países da CEDEAO reuniram ontem na capital nigeriana para analisar as modalidades de envio de um contingente militar para a Guiné-Bissau e para o Mali. Uma fonte daquela organização regional indicou que a reunião surge “como resposta aos cada vez maiores desafios no domínio da segurança” naquele país da África Ocidental.

A fonte disse desconhecer se o Comando Militar guineense vai estar presente, mas adiantou que o encontro prossegue com os preparativos do envio de missões militares da CEDEAO para os dois países, iniciados na cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da sub-região, realizada no dia 3, em Dakar.

O encontro também analisou a crise no Mali, para onde a CEDEAO pensa enviar cerca de 3.000 soldados para pôr cobro ao recrudescimento da crise político-militar no norte do país, na sequência do golpe de Estado que depôs o presidente Amadou Toumani Touré.

Além da crise político-militar, o Mali enfrenta um movimento separatista no norte do país, para onde a organização reginal vai enviar uma força militar.

Posição cabo-verdiana

 

Cabo Verde não vai reconhecer o governo da Guiné-Bissau que  resultar da imposição, pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), de Serifo Nhamadjo  como presidente da transição.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, à margem da cerimónia de inauguração de uma igreja na localidade de Milho Branco, em Cabo Verde.

O primeiro-ministro recordou que Cabo Verde tem por princípio não reconhecer e nem legitimar qualquer governo resultante de um golpe de Estado, como é o caso  na Guiné-Bissau, e voltou a sublinhar a necessidade de a CEDEAO “respeitar os seus próprios princípios e valores, nomeadamente a tolerância zero em relação a golpes de Estado”.

A Comunidade Económica da África Ocidental inclui 15 países da África Ocidental (Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Ghana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo).

via Jornal de Angola – Tropa da Nigéria vai para Bissau.

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