Porta-voz: Comando Militar Ainda Não Recebeu Nenhuma Comunicação da ONU | GBISSAU.com

(GBISSAU.com) – O porta-voz do Comando Militar disse hoje, quarta-feira à GBissau.com de que os militares guineenses ainda não foram informados sobre qualquer decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Daba Naualna disse acreditar que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) continue a ser “o único interlocutor indigitado pela ONU para discutir a questão da crise guineense”. “Até aqui não nos foi informado nada sobre o que saiu da ONU e, por aquilo que sabemos, o processo está com a CEDEAO”, adiantou.

Assim, Naualna disse que os militares continuam à espera da CEDEAO para “iniciar a fase da implementação das decisões acordadas em Abidjan e em Dakar” nas cimeiras extraordinárias desta organização sub-regional. Uma equipa técnica da CEDEAO é esperada em Bissau entre hoje e amanhã, anunciou o porta-voz do Comando Militar.

Daba Naualna esclareceu de que “será esta equipa que nos irá assistir no planeamento das fases da transição”. A CEDEAO tem uma missão permanente na Guiné-Bissau e o Comando Militar tem tido contactos regulares com esta delegação em coordenação com outros países como a Costa do Marfim, a Nigéria e o Senegal.

No que toca à CPLP, Daba Naualna não hesitou em afirmar que a organização lusófona “continua de costas viradas e não fala connosco e nem com os políticos”. Enquanto isso, fontes políticas em Bissau falam de uma possível visita de uma delegação cabo-verdiana à Guiné-Bissau. Todavia, “não está claro se ela vem para cá em nome da CPLP ou é da iniciativa privada” no âmbito das relações de amizade entre os dois povos, adiantou a mesma fonte. GBissau.com não está em condições de confirmar a possibilidade desta viagem.

Por fim, abordamos Daba Naualna sobre a questão da MISSANG e sobre a sua contínua presença na Guiné-Bissau, numa altura em que existem grandes desconfianças entre as duas instituições militares. Mas, Naualna desdramatiza, dizendo que todos os ânimos estão contidos, até porque “a MISSANG levanta o pão que consome diariamente do Quartel da Marinha” em Bissau.

Todavia, o porta-voz do Comando Militar reconheceu não ter havido encontros “oficiais” entre as tropas angolanas e as suas congéneres guineenses. “O que tem havido são encontros informais facilitados pelo gabinete da ONU na Guiné-Bissau [UNIOGBIS], mas mesmo assim, “não há hostilidades”, entre as duas partes. “Estamos apenas à espera da CEDEAO que irá facilitar a saída das tropas angolanas” da Guiné-Bissau, concluiu Naualna.

Embora não se saiba o número oficial das forças de Angola estacionadas na Guiné-Bissau no quadro da MISSANG, fontes militares guineenses acreditam que uns duzentos “elementos especiais” estejam no território nacional.

GBISSAU.com

 

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