ONU Reunida Neste Momento Para Debater o Caso Guineense | GBISSAU.com

O Conselho da Segurança das Nações Unidas está reunido neste momento para debater a situação político-militar na Guiné-Bissau. O debate será antecedido de consultações entre as partes para uma tomada de uma posição comum para a mais rápida resolução do problema guineense.

GBissau.com soube de que o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do governo deposto, Mamadú Saliu Djaló Pires, está presente na reunião.

Djaló Pires tem sido quase a única voz do governo de Carlos Gomes Júnior, tendo representado o governo deposto em vários encontros internacionais, nomeadamente nas reuniões da CEDEAO que tiveram lugar em Abidjan (Costa do Marfim) e em Dacar (Senegal). E em Nova Iorque, a reunião de hoje é a segunda a ser presenciada por Djaló Pires.

Contando com a ajuda de Portugal e de Angola, o governo deposto de Carlos Gomes Júnior, através de Mamadú Saliu Djaló Pires, tentará pressionar a alta instância da ONU para fazer valer o seu argumento de repor a legalidade constitucional, impondo o regresso do Presidente Interino Raimundo Pereira e do primeiro-ministro, Carlos Gomes Jr.

Do outro lado, a organização sub-regional a CEDEAO – embora diz preconizar a filosofia de “tolerância zero”, parece ter encontrado uma outra solução política que põe de lado o regresso tanto de Raimundo Pereira como de Carlos Gomes Jr.

Esta manhã, GBissau.com falou com o Director das Relações Exteriores da CEDEAO, Dr. Abdel-Fatau Musah, horas depois da sua chegada à Nova Iorque proveniente de Abuja, Nigéria. Musah disse estar “esperançado de que a ONU irá apoiar o plano da CEDEAO para que a crise da Guiné-Bissau seja finalmente resolvida”. A CEDEAO goza de um estatuto regional e de aproximação com a Guiné-Bissau, factores tidos como “vantajosos” nos meios diplomáticos.

Portugal e Angola, por outro lado, lideram o grupo da CPLP que contraria abertamente a solução encontrada pela CEDEAO.

Estes países tendem a sublinhar a teoria de “Tolerância Zero” defendida pela CEDEAO. Para CPLP, esta teoria só podia ter uma interpretação: “não negociar com os golpistas”.

Devido a estas divergências, O Conselho da Segurança das Nações Unidas será como “um árbitro” entre as duas organizações regionais.

Logo saberemos quem apresentou os melhores argumentos.

 

via ONU Reunida Neste Momento Para Debater o Caso Guineense | GBISSAU.com.

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3 comments

  1. Um golpe de Estado e’ uma Revolucao ou seja uma revolta destinado a modificar a politica ou as instituicoes de um Estado. Parece que isto venha a ser ignorado da muita gente como a do Paigc e da Cplp (Angola, lamentavelmente, nunca soube disso). Porque de toda esta patetitca e pueril insistencia a reposicao da ordem constituicional da parte do Paigc, Portugal e Angola? A verdade e’ que a estrategica do Cadogo e Paigc foi descoberto a tempo. Era de perdurar no poder como o Mpla na Angola. Para quem ama o poder, que poder nao seria?

  2. Algumas pessoas estam fazendo os comentarios que me parecem carecem de fundamentos, mas contudo respeito as suas opiniões. É muita pena!!!.
    …Pergunto se o Cadogo pertende permanecer no poder, justifica que os os militares devem recorrer a força para derreburar um governo democraticamente eleito? Não me viavél esta via.
    Vamos dizer a verdade, seja que os militares teem os seus problemas como o sr Cadogo penso que o melher que se deviam fazer era tentar encontrar a solução do problema por meio do dialgo.
    Agora o País está parado, quem está a perder com tudo isso? Ê o povo.
    Por isso no meu intender, é necessario a repossição da ordem constitucional não é para humiliar os militares mas assim para que eles saibam que uso da força no estado do direito é unaceptavél e teem as suas consequencias.

  3. Sou um simples Guineense que quer ver seu Pais e seu Povo de uma vez e por todo o seu devir respeitado como Nacao Indipendente capaz de gerir seu destino internamente de forma Fraterna e com objectivos unicamente orientados para o bem estar do seu Povo visando o progresso do Pais e nunca por quaisquer outros motivados por razoes que nao estas. Somos todos igualmente Guineenses de direitos mas tambem de responsabilidades das nossas accoes perante seu Povo e Nacao. Aqueles que usam ou abusam do poder para fins pessoais, corporativos ou para servir outros interesses que nao sejam para os legitimos interesses da Nacao Guineense que se afastem. Eles ganharao mais deixando outros que queiram sacrificar seus proprios interesses para a causa comum do seu povo darem a sua contribuicao desinteressada para o bem de todos. Eu quero ajudar nem que seja um unica crianca guineense a ler, escrever e ter ambicao de se tornar num Cidadao de direito e de deveres para com ele mesmo, sua familia e seu povo, ja me faria muito feliz, quem saiba que no futuro essa crianca sera uma grande personagem para o desenvolvimento da nossa querida Guine-Bissau!
    Mesmo quando nao possa construir nao estrague, nao impeca quem queira pois amanha ira abrigar se nao a si a outro Guineense.
    Vamos Amar,Trabalhar e viver como irmaos que somos.

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