“Finalmente há luz verde” para saída… (ATUALIZADA)

às 04 de Maio de 2012, 21:52

Bissau, 04 mai (Lusa) – O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Nurudeen Muhammad, disse hoje em Bissau que “finalmente há uma luz verde” para a crise na Guiné-Bissau e que a resolução dos problemas está por “horas ou dias”.

“Estamos a ver, em horas ou dias tudo irá acabar”, afirmou Nurudeen Muhammad aos jornalistas num hotel de Bissau, onde se reuniu com os políticos guineenses e com as forças armadas.

O ministro chegou a Bissau ao início da tarde, num avião da Força Aérea da Nigéria, poucos minutos depois de ter aterrado também em Bissau outro avião, transportando uma delegação da Costa do Marfim, chefiada pelo ministro-adjunto do Presidente e ministro da Defesa, Paul Koffi Koffi.

Depois de mais de três horas de reunião, com todas as forças políticas e com as chefias militares guineenses, disse o ministro que foi um encontro “muito positivo”.

“Em princípio, quase todos os interessados aceitaram o documento da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), o que falta agora é colocá-lo em prática e operacionaliza-lo”, disse, numa curta declaração.

A Guiné-Bissau está a atravessar uma crise política na sequência de um golpe de Estado realizado pelos militares a 12 de abril passado.

Quinta-feira em Dacar, no Senegal, a CEDEAO, que antes tinha exigido o regresso à Presidência da República de Raimundo Pereira, preso pelos militares a 12 de abril e posto em liberdade na semana passada, mudou de discurso e aceita que o Presidente de um período de transição seja escolhido pela Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau.

À ANP, o Parlamento guineense, caberá, segundo o comunicado final da cimeira extraordinária da CEDEAO, eleger o Presidente interino de transição e o presidente da ANP.

O comunicado acrescenta que “o primeiro-ministro deve ser uma personalidade de amplo consenso, que deverá formar um Governo de transição também de amplo consenso”, devendo o período de transição durar um ano, após o que decorrerão eleições gerais no país.

Na manhã de hoje, Rui Sousa, o presidente do grupo parlamentar do PAIGC, o maior partido e no poder até dia 12, rejeitou completamente esta hipótese e disse que o partido não tomaria parte de qualquer opção para a saída da crise que não fosse o regresso de Raimundo Pereira como Presidente interino e de Carlos Gomes Júnior como primeiro-ministro. E exigiu que a segunda volta das eleições presidenciais se realize.

O PAIGC no entanto participou na reunião de hoje entre a CEDEAO e os principais intervenientes políticos e militares do país, incluindo entre outros António Indjai, chefe das Forças Armadas, Kumba Ialá, líder do PRS, segundo maior partido, e os candidatos presidenciais Henrique Rosa e Serifo Nhamadjo.

FP.

Lusa/fim

via “Finalmente há luz verde” para saída… (ATUALIZADA) – Notícias – Sapo Notícias.

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