Delegação da CEDEAO em Bissau para reuniões com políticos e militaresopen original article

Bissau, 04 mai (Lusa) – Responsáveis políticos e militares da Nigéria, Costa do Marfim e Senegal chegaram hoje a Bissau para uma reunião com as chefias militares e políticos da Guiné-Bissau, constatou a agência Lusa.

Da delegação faz parte nomeadamente o ministro da Defesa da Costa do Marfim, Paul Koffi Koffi, o primeiro a chegar, tendo depois aterrado outro avião da Força Aérea da Nigéria, com uma delegação daquele país e do Senegal. O protocolo não confirmou os nomes dos representantes dos dois países.

Fonte da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) disse à Lusa que a delegação, que se vai reunir com os militares guineenses num hotel da capital, é basicamente a mesma que esteve no país na passada sexta-feira.

No dia 27, no aeroporto de Bissau, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, reuniu-se com os seus homólogos da Nigéria, Senegal e Costa do Marfim durante cerca de cinco horas.

Reunida em cimeira extraordinária em Dacar, a CEDEAO abdicou na quinta-feira do nome que havia indicado para liderar a transição na Guiné-Bissau, mas decidiu manter as sanções impostas ao país e o envio de uma força de manutenção de paz.

Ao ler o comunicado final da cimeira, o chefe de Estado da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, afirmou que deve ser o Parlamento guineense a eleger o Presidente interino da transição, bem como o presidente da Assembleia Nacional, que não poderão candidatar-se às eleições presidenciais, a realizar no prazo de 12 meses.

A organização regional africana decidiu ainda manter as sanções impostas ao país no passado dia 30 de abril “até ao retorno à normalidade institucional” e ameaça que todos os que criem desestabilização durante o período de transição “serão alvo de sanções personalizadas”.

A CEDEAO decidiu ainda manter a decisão de enviar uma “força de manutenção de paz”, embora sem especificar uma data, devendo a missão garantir a segurança da retirada da Missang (Angola), assegurar a transição e paralelamente apoiar a reforma de defesa e segurança.

 

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