Guiné-Bissau: Decisões da África Ocidental devem refletir tolerância zero a golpes de Estado – CPLP – Notícias – Sapo Notícias

O principal desafio que se coloca actualmente à CEDEAO é fazer equivaler o nível das suas decisões “à proclamada tolerância zero” perante situações de alteração da ordem constitucional por via da força, disse ontem o secretário-executivo da CPLP.

Questionado pela agência Lusa em Dacar, onde assistiu à Cimeira Extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira escusou-se, porém, a tecer mais comentários às decisões tomadas pela organização oeste-africana em relação à crise político-militar guineense.

“É a cimeira de uma estrutura importante a nível internacional, é a organização regional para acompanhar a situação nos seus Estados-membros e isso merece o nosso respeito”, salientou o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A CEDEAO abdicou hoje do nome que havia indicado para liderar a transição na Guiné-Bissau, mas decidiu manter as sanções impostas ao país e o envio de uma força de manutenção de paz, disse o chefe de Estado da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, ao ler o comunicado final da cimeira.

A organização oeste-africana defende que deve ser o Parlamento guineense a eleger o Presidente interino da transição, bem como o presidente da Assembleia Nacional, que não poderão candidatar-se às eleições presidenciais, que devem realizar-se no prazo de 12 meses.

A organização regional africana decidiu ainda manter as sanções impostas ao país no passado dia 30 de abril “até ao retorno à normalidade institucional” e ameaça que todos os que criem desestabilização durante o período de transição “serão alvo de sanções personalizadas”.

A CEDEAO decidiu ainda manter a decisão de enviar uma “força de manutenção de paz”, embora sem especificar uma data, devendo a missão garantir a segurança da retirada da Missang (Angola), assegurar a transição e paralelamente apoiar a reforma de defesa e segurança.

Questionado sobre como pode a CEDEAO falar em “tolerância zero” aos golpes de Estado na sub-região, Domingos Simões Pereira disse ser uma questão que deve ser posta à organização oeste-africana.

“É uma questão que se tem de colocar à CEDEAO. Eu estou aqui a representar a CPLP, para ouvir e acompanhar as deliberações. Estamos a convocar (para sábado, em Lisboa) os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP para reagirem a esta situação e, em função disso, poderem avaliar qual o posicionamento futuro”, referiu.

Sobre as decisões tomadas, o secretário executivo da CPLP indicou que pensa tratar-se de uma “avaliação real e pragmática” do que a missão de avaliação terá encontrado no terreno.

“Não estive lá. A CEDEAO é que assumiu nos últimos tempos o contacto direto com as estruturas no terreno e só posso acreditar que acharam que, no final de toda a avaliação, esta seria a melhor solução para o conjunto de problemas que encontraram”, disse.

“Mas não me quero vincular a esta posição. Estou aqui para compreender a posição e os debates que aqui aconteceram. Mas no sábado terei oportunidade de partilhar junto dos MNE da CPLP, que é o órgão a que estou vinculado”, concluiu.

@Lusa

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2 comments

  1. Os ignorantes responsáveis pela intentona são António Indjai, Mamadu Ture, Augusto Mário Có, Estêvão na Mena, Ibraima Camará e o Daba Na Waln e devem ir para o TPI já, perdendo a favor do estado todos os bens que roubaram ao povo Guineense. Não pode haver complacência pois se a comunidade internacional deixar hão de tentar repetir a intentona. O Senegal e a CEDEAO são amigos do Indjai, querem tirar proveito do país e têm que ser repreendidos pela ONU.

  2. Meu caro José, primeiro, a Guiné Bissau, tal como os EUA, Israel, Iraque, etc não são signatarias do tratado de Roma, que estipulou o TPI, por tanto não estão sob juridiscão desta instituição. Segundo o Golpe de Estado tinha que ser tipificado como sendo um crime por este orgão, o que não é o caso. Moral da historia: és tão ignorante quanto eles ou senão és pior!
    Toda està bla bla é para o inglês ver! Porque nenhum dos elementos supra referidos possui bens ou conta bancaria na Europa! é tudo tanga, tanga! é o habitual praxe. Estas sanções não são pertinentes, visto que se não podem ir para a UE, podem ir para outros paises, nomeadamente os paises emergentes, Brasil, Russia, India,China, Turquia, etc. Têm o médio Oriente, os EUA e Canada, a America Latina e a Africa inteira para viajar (exepto Angola no curto prazo) e muitos outros paises. Era preciso travar e desfazer-se do triangulo do mal: Luanda-Lisboa-Bissau; JE Santos-Cadogo- Algun Sector financeiro em Portugal; Sonangol-Petromar-Galp.
    Falou-se tanto da reposição da legalidade democratica mas descurou-se de falar de pormenores muito importantes: a impunidade, a falta da Justiça, conflito de interesses e do nepotismo.
    Acha justo que na Guiné, de 2 Março de 2009 à 18 de Março de 2012 foram mortas mais de vinte pessoas? O ministro da Justica do governo deposto, Adelino Mano Queita é co-sogro do Cadogo( a filha deste ultimo é casada com o filho do primeiro). O seu genro, filho do Adelino é conselheiro do Cadogo. Um outro genro do Cadogo, Esteves era secrétario de estdo de transportes e o irmão dele, Dolo é o empreteiro do governo. O João Paulo “N’dundo” filho do Cadogo, suspeito do assassinato do Helder Proença, fugiu da Guiné e foi viver para o Macau, na qualidade do representante permanente da GB no forum Macau. O Cadogo tinha um compromisso com o povo guineense, pois tinha um mandato de quatros anos e este so terminaria em Novembro do presente ano. Por qual razão ele decidiu trair o povo? Pois decidiu-se candidatar à presidência da republica, à revelia de todos os pareceres juridicos que alertavam para a inconstitucionalidade da sua intenção. Pior ainda, nomeou Adiato como Primeira ministra e ao mesmo tempo, sua diretora da campanha. Ao violar as regras estatutarias do seu partido, permitiu que duas figuras do mesmo partido, nomeadamente, Baciro Dja (era ministro da defesa) e o Serifo Nhamadjo (era presidente interino da ANP) candidatassem às mesmas eleições. Resultado de tudo isso foi, o vazio do poder, a ingovernação, a indesciplina, o caos, etc.
    O Cadogo so pode culpar-se à si proprio, foi vitima da sua ganância,arrogância e de falta de visão politica.
    Ele gaba-se que é o o homem mais rico da Guiné. O povo da Guiné alguma vez questionou à origem da sua riqueza?
    Agora faço uma pergunta: onde é que està à tão propalada justiça e liberdades das eleições de 18 de Março, uma vez que quem deveria ser o arbitro do jogo, partecipa no jogo?
    Haja o bom senso!
    Viva à deposição da dupla da morte e corupção na Guiné Cadogo e R Pereira.

    P.s: José, não acha bizarro esta dupla pela segunda vez, apos a morte de Nino e do Bacai?

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