Conferência de Imprensa Bissau Quarta feira. Frenagolpe

Rádio Bombolom-FM: Guiné-Bissau Longe de uma Solução | GBISSAU.com

Por cá, no princípio da tarde de quarta-feira, o PAIGC, partido no poder até ao golpe militar e a FRENAGOLPE – que congrega várias formações políticas, instituições, organizações da sociedade civil e personalidades individuais realizaram uma conferência de imprensa em Bissau.

A conferência de imprensa visava falar do encontro de Bandjul e do outro havido lugar terça-feira com o bispo de Bissau, D. José Camnate na Bissing.

Este maior partido político do país, através do seu responsável para a comunicação, Fernando Mendonça, foi peremptório em afirmar que jamais esta força política aceitará negociar com o Comando Militar para legitimar o golpe de estado.

“Assaltar o poder com as armas, isso não vai ser. Mas, há uma coisa que não vai acontecer, as pessoas não conseguem falar e alinhar com eles para legitimar o golpe. Isso eles não vão conseguir, o PAIGC não alinhar com eles nem com ninguém; é preciso que eles saibam que, se vão fazer isso, então será com base na força e não com a vontade do PAIGC e muito menos com o conluio deste último”, declarou.

Na mesma diapasão, o líder do PST e secretário executivo da FRENAGOLPE, Iancuba Djolá Indjai, apelou para uma frente comum de todos os guineenses, para lutarem a favor da reposição da legalidade democrática e constitucional na Guiné Bissau.

“São intimidações e tomada do poder pela força, sobretudo no leste (do país). Soubemos que as pessoas que perderam ali é que se tornaram as vencedoras. Mas, desde quando? Se se perde nas urnas logo se torna em vencedor em quê?”, apontou.

“Nós já falado aqui e vamos repetí-lo agora – a arma nunca poderá ganhar ao povo. Até amanhã, eles só vão se cansar. Por isso, apelamos à todos os guineenses: em pé, irmãos! O que está em causa é a dignidade dos guineenses. O que está em causa é a democracia que conquistamos; punhamo-nos de pé nós todos como um só homem e façamos frente à essas pessoas, pacificamente para os colocarmos no seu lugar devido, onde os partidos possam fazer a política e a tropa faça a sua tropandade, em que os sindicatos farão o sindicalismo e mais nada! É isso que queremos”, avançou.

“Nós, da FRENAGOLPE vamos aqui afirmar que isso é uma tentativa vã, tardia de legitimação endógena de golpe de estado, que já acabou. Isso não vai passar. Ninguém vai legitimar golpe de estado, e nem eles podem nos enganar com a matemática do quartel – a legitimação do golpe não existe”, zombou Djolá Indjai.

Este membro da FRENAGOLPE foi ainda mais longe ao recordar a ‘tolerância zero’ decretada pela CEDEAO com relação aos golpes de estado.

“Foi discutido, há a tolerância zero. Mas, o zero é o quê? O zero é nada, é coisa nula; portanto, golpe de estado é zero!, golpistas é zero!”, voltou a gozar Iancuba Djolá Indjai, que questionou a tão propalada ‘normalidade que se vive no país’, conforme tem avançado o porta-voz do Comando Militar.

“”Nós somos pelo retorno da ordem constitucional de todos os órgãos. Este é o maior desejo que temos. Nós dissemos todos os órgãos do estado da Guiné Bissau, tal que descritos na constituição e tal como vinham funcionando até esse dia 12 de abril, 7 horas; isso, sim, deve ser retornado”.

“Representante ou porta-voz do Comando Militar tem estado a dar a impressão de que tudo vai bem na Guiné Bissau. Não há nada, e as pessoas têm ido para Varela. Sobre isso, eu gostava de alertar as comunidades nacional e internacional de que, a partir de terça-feira, (1 de maio), todas as administrações setoriais foram ocupadas pelos militares. Ora, é isso a normalidade? Eles até já estão a cobrar receitas e os mercados. Então, é normal que a tropa faça cobranças no mercado? Este homem anda a dizer que a situação já é normal. Mas, como pode isso ser verdade, se 100% dos nossos membros do Governo vivem na clandestinidade? Como é que a situação está normal se o nosso Presidente da República está aonde está agora? Como é que a situação está normal se o nosso PM e candidato vencedor das eleições não está no país? Mas, como é que a situação está normal olá meu irmão Na Walna se vocês nos impedem de manifestar, e procuram calar nossas bocas e fizeram a que a maioria dentre nós que estamos deste lado viva na clandestinidade? Ah, isso é normal? Consideras normal que vocês deiam segurança à parte de guineenses e deixem a outra parte sem segurança?”, questionou.

Fonte: Bombolom-FM

via Rádio Bombolom-FM: Guiné-Bissau Longe de uma Solução | GBISSAU.com.

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