Guiné-Bissau: CEDEAO desiste de nome indicado para PR e que era recusado pelos militares – Notícias – Sapo Notícias

A Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) abdicou hoje do nome que havia indicado para liderar a transição na Guiné-Bissau, mas decidiu manter as sanções impostas ao país e o envio de uma força de manutenção de paz.

De acordo com o comunicado final da cimeira extraordinária da organização que se realizou hoje em Dacar para discutir a situação na Guiné-Bissau e no Mali, a organização defende que deve ser o parlamento guineense a eleger o Presidente interino da transição, bem como o presidente da Assembleia Nacional.

Segundo o comunicado, lido pelo presidente em exercício da CEDEAO, o chefe de Estado da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, as pessoas escolhidas para liderar a transição não podem candidatar-se às eleições presidenciais, que devem realizar-se no prazo de 12 meses.

A CEDEAO havia defendido que a transição devia ser liderada pelo Presidente interino deposto pelos militares, Raimundo Pereira, mas o comando militar golpista recusava esta proposta.

Segundo o comunicado, o primeiro-ministro deve ser uma “personalidade de amplo consenso, que deverá formar um Governo de transição também de amplo consenso”.

A organização regional africana decidiu ainda manter as sanções impostas ao país no passado dia 30 de abril “até ao retorno à normalidade institucional” e ameaça que todos os que criem desestabilização durante o período de transição “serão alvo de sanções personalizadas”.

A CEDEAO decidiu ainda manter a decisão de enviar uma “força de manutenção de paz”, embora sem especificar uma data.

Esta força, segundo o comunicado, vai avançar para Bissau para “garantir a segurança da retirada da Missang, missão militar angolana, assegurar a transição e paralelamente apoiar a reforma de defesa e segurança”.

Apesar de defender que deve ser o parlamento a escolher as autoridades de transição, a CEDEAO exige, no entanto, “o regresso imediato à ordem constitucional” e a “revisão da lei eleitoral”.

A organização regional africana apelou ainda às Nações Unidas e à União Africana (UA) para que apoiem os seus esforços para resolver a crise na Guiné-Bissau após o golpe de Estado de 12 de Abril.

@Lusa

via Guiné-Bissau: CEDEAO desiste de nome indicado para PR e que era recusado pelos militares – Notícias – Sapo Notícias.

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