Angola defende segunda volta das Eleições na Guiné-Bissau | Jornal Digital

Luanda – Luanda exige a realização da segunda volta das Eleições Presidenciais e diz que a presença de militantes angolanos na Guiné-Bissau não foi a causa do golpe de Estado.

Esta é, em linhas gerais, a posição do Governo angolano sobre a situação na Guiné-Bissau, manifestada esta quarta-feira, 2 de Maio, pelo secretário de Estado das Relações Exteriores aos jornalistas, no final de uma audiência com o Presidente da República de Cabo Verde.

Rui Mangueira defendeu que o seu Governo subscreveu todas as posições das organizações internacionais que pediram o regresso à ordem constitucional.

«O nosso princípio mantém-se, que o PAIGC deverá ser uma força considerada em todo este processo e deveremos então pensar que a realização da segunda volta das Eleições é um imperativo para a resolução da crise na Guiné-Bissau», referiu Rui Mangueira.

Ao rejeitar que a presença de militares na Guiné-Bissau foi a causa do golpe de Estado, Rui Mangueira argumentou que «a MISSANG tem apenas 270 homens na Guiné-Bissau e jamais poderia ameaçar as estruturas militares daquele país».

O governante angolano confirmou que a MISSANG deve retirar-se de Bissau nos próximos dias, como estipulou a CEDEAO, mas lembrou que aquela missão resultou de um acordo tripartido entre Angola, o Governo da Guiné-Bissau e a CEDEAO e que a urgência do processo de reestruturação exigia uma acção rápida.

A realização da segunda volta das Eleições Presidenciais é um imperativo para a resolução da crise na Guiné-Bissau, considerou o secretário de Estado e das Relações Exteriores de Angola, Rui

Mangueira, esta quarta-feira, 3 de Maio.

O governante angolano, que falava aos jornalistas, integra uma delegação tripartida da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) encarregue de entregar ao Presidente da República cabo-verdiano uma carta sobre a eleição do próximo líder da União Africana do Presidente da SADC, José Eduardo dos Santos.

Nem Rui Mangueira nem o ministro da Segurança do Estado da África do

Sul, Slyabonga Cwele, nem o ministro dos Negócios Estrangeiros da

Namíbila, Utoni Nujoma, que integraram a delegação, revelaram o teor da carta que terá pedido a Jorge Carlos Fonseca o apoio de Cabo Verde à candidatura da ministra do Interior da África do Sul, Nkozasana Dlamini Zuma, ao cargo de Presidente da União Africana.

Na ocasião, Jorge Carlos Fonseca disse que o apoio de Cabo Verde depende de vários critérios, entre os quais a capacidade do curriculum e da liderança previsível da UA que deverá ser, a seu ver, lúcida, inteligente e forte.

O Chefe de Estado cabo-verdiano afirmou, no entanto, ver com bons olhos a candidatura de Nkozasana Zuma mas mostrou que terá que trabalhar com muita sistematização, muita firmeza e lucidez por haver «muitos interesses em jogo nessa eleição».

Em Dezembro de 2011 o Presidente da República recebeu o gabonês Jean Ping, que também concorre à liderança da União Africana.

(c) PNN Portuguese News Network

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