PAIGC admite governo de inclusão (C/FOTOS) – Notícias – Sapo Notícias

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PAIGC admite governo de inclusão (C/FOTOS)

28 de Abril de 2012, 21:47

Bissau, 28 abr (Lusa) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) admite um governo “de inclusão” mas sem abdicar da liderança política na Guiné-Bissau, porque foi o partido mais votado, disse hoje o secretário permanente, Augusto Olivais.

O responsável falava no aeroporto de Bissau, de onde partiu para uma reunião na Gâmbia onde serão procuradas soluções para a crise guineense, na qual participam, entre outros, partidos guineenses e o Comando Militar que fez o golpe de Estado de dia 12 de abril.

Até agora o PAIGC tem-se recusado a participar em reuniões com outros partidos ou com os golpistas, insistindo sempre que tem de ser reposta a legalidade constitucional e concluídas as eleições presidenciais, cuja segunda volta foi bloqueada pelo golpe de Estado. Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro e candidato presidencial do partido, ganhou a primeira volta.

Augusto Olivais explicou a jornalistas no aeroporto de Bissau que a proposta que tem para a reunião em Banjul é a de sempre, a reposição da ordem democrática e da Constituição, que o PAIGC retome o governo do país e que se faça a segunda volta das eleições presidenciais.

Porém, disse, também está aberto a outras soluções para a crise no país, admitindo um governo de inclusão. “Se houver necessidade, se isso vai trazer paz, sossego, entendimento entre os guineenses, vamos por isso na mesa para discussão”, disse Olivais, salientando que será sempre um governo do PAIGC.

“Antes de toda esta situação o Presidente da República interino chamou o PAIGC para fazer um governo de inclusão, a pedido da sociedade civil, e o PAIGC aceitou. Isso contra a vontade e decisão do povo, que deu ao PAIGC uma maioria qualificada. Mas para não haver problemas no país o PAIGC aceitou e mesmo assim isso não resultou”, disse.

Quanto a um governo de transição de um ano, algo que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) coloca como solução para o país, Augusto Olivais diz que tal depende de como se interprete essa transição.

“Para uns a transição é acabar com o governo do PAIGC, para outros não”, frisou.

“Estamos numa situação que temos de aceitar que é anormal. É preciso preparar a segunda volta das presidenciais, marcara data, deixar os ânimos acalmarem. Sabemos que estamos em ano de eleições legislativas, que podem não ser na data prevista. Isso tudo vamos negociar, tentar compor, para termos os resultados que todos desejamos”, disse.

Otimista, Augusto Olivais afirmou não saber quanto tempo vai durar a reunião na capital da Gâmbia, horas ou dias, mas acrescentou: “vamos chegar a um acordo, alguma coisa vai sair desta reunião”.

Questionado sobre se já falou com Carlos Gomes Júnior, que foi detido pelos golpistas em 12 de abril e libertado na sexta-feira, encontrando-se atualmente na Costa do Marfim, disse que não e acrescentou saber que está bem “mas um bocado debilitado fisicamente”.

Fernando Vaz, que tem sido o porta-voz de um grupo de partidos que se tem reunido com os militares, e que propôs um Conselho Nacional de Transição, disse também aos jornalistas que vai defender na Gâmbia o que sempre tem defendido, “o rápido regresso à normalidade constitucional”, admitindo que da reunião pode sair “um governo constituído” para a Guiné-Bissau.

FP.

Lusa/fim

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3 comments

  1. Como Guineense que sou, tendo o Amor a minha terra, gostaria que voltasse a normalidade e que se respeitasse nem que seja pela primeira vez a constituição da Giuiné-Bissau.
    Rogo a Comunidade Internacional que veja a necessidade que o povo da Guiné tem, em obter a tão desejada PAZ, e tomem medidas muito duras para os golpistas e os que acham que o uso da força, deve pervalecer na Guiné-Bissau.
    Guineense,FORÇA NO CA NA DISSA TERRA NA MON DI DJINTIS CU CA TA PENSA NA NÓS(POVO)

  2. Assim como eu. como guineense que sou defendo o retorno a normalidade constitucional. O país não pode ser deixado nas mãos das pessoas que quando querem ir ao governo rogam os militares ou usam a força para afastar o governo legalmente eleito. Aqueles que estão a tentar afastar o PAIGC do governo são eles os promotores do golpe. Os militares é que são chamados porque eles é que actuam, isto sem querer defender os militares. Uma coisa é certa, os militares da Guiné têm que começar a pensar como Homens formados e conscientes doa seus deveres e´não deixar de serem usados pelos egoístas malandros. os militares têm que começar agir como pessoas. assim até parece que certos políticos os teem como os seus cães de caça, que é apontado o dedo ao alvo ataca logo. Quero qualquer solução que seja benéfica para Guiné. Estamos cansado de tantos golpes, até dá vergonha. Já chega. WE NEED PEACE AND LOVE.

  3. Assim como Guineense que sou estou triste por ter esses qualidade de pessoas na nossa Terra querida como Daba na Walna que anda a julgar Intelectual sem mínima ideia do que um Intelectual sabe fazer fazer anda a dar conferencia de imprensa patético, de um grupo de bando Armado que não tem a mínima ideia de que tenho filho que amanha vai ser julgado nessa sociedade por culpa do pai, que esta a prejudicar milhares de pessoa por seu interesse ou interesse do parentesco, porque sou da mesma etnia com o fulano vou lhe agradar.
    Vou mais um pouco longe essa nossa forca Armada não e um FARP que e Forca Armada Revolucionar do Povo mas sim uma Forca Armada revolucionário dos Políticos Falhados que não tem a noção como que um pais deve ser Desenvolvido e andam a procura de transição para ir roubar o que e do povo para as suas Casas. Não vamos aceitar isso porque somos nos que tem o poder de escolha na Democracia com diziam os Gregos Democracia e poder do Povo. Basta os oportunistas os traidores da Pátria não há lugar para Transição quem quer governar que procura que procura o fazer melhor para que esse povo se confie nele.

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