Partidos e organizações que contestam golpe na Guiné-Bissau pedem envio de força internacional – Mundo – Notícias – RTP

Lusa. 25 Abr, 2012, 16:41. Partidos e organizações da Guiné-Bissau que se juntaram numa frente anti golpe de Estado pediram hoje com insistência o envio de uma força de para o país e voltaram a exigir a libertação do Presidente e do primeiro-ministro.

Raimundo Pereira, Presidente da República interino, e Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro saído das eleições de 2008, estão detidos desde dia 12, na sequência de um golpe de Estado feito pelos militares.

Diversos partidos e organizações juntaram-se numa Frente Nacional Anti-Golpe (FRENAGOLPE) que hoje deu uma conferência de imprensa na sede do PAIGC, Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, que estava no poder até dia 12 de abril.

Iancuba Injai, do Partido da Solidariedade e Trabalho, explicou que o objetivo foi “demonstrar que a sociedade guineense não está a adormecer mas sim que está revoltadíssima”, e que a FRENAGOLPE representa “a parte da sociedade que quer o retorno à ordem constitucional”.

Partidos e “organizações patrióticas” estão determinados “a dar luta aos que querem impor soluções militares para a resolução do problema do desenvolvimento”, disse, reafirmando que exigem a libertação imediata de Raimundo Pereira e de Carlos Gomes Júnior e ainda de Fodé Cassamá, secretário de Estado, também detido.

Iancuba Injai lembrou que, com Carlos Gomes Júnior no poder, os salários eram pagos no dia 25 de cada mês e hoje tal não aconteceu, e disse que a FRENAGOLPE vai fazer pequenos comícios em recintos fechados, “tendo em conta as ameaças” dos militares, que já disseram que as manifestações estão proibidas.

“Estamos a viver uma ditadura militar, com tudo o que isso significa”, disse.

No encontro, dirigentes sindicais e de partidos e organizações de mulheres e de jovens pediram uma “força de estabilização” o “mais rapidamente possível”. Lisete Borges, em nome das mulheres, disse que as mulheres exigem uma intervenção rápida da comunidade internacional e terminou a intervenção gritando “Socorro! Socorro!”.

via Partidos e organizações que contestam golpe na Guiné-Bissau pedem envio de força internacional – Mundo – Notícias – RTP.

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