Portugal vai apresentar no Conselho Segurança nova versão de declaração presidencial relativa à Guiné-Bissau – SIC Notícias

Portugal vai fazer circular nas próximas  horas entre os países-membros do Conselho de Segurança uma nova versão da  declaração daquele órgão sobre a Guiné-Bissau, emendada após as negociações  dos dois últimos dias, disse à Lusa fonte diplomática.

Ao contrário do previsto, adiantou a fonte da missão norte-americana  junto da ONU, a declaração presidencial “definitivamente não será adotada  hoje”, dia seguinte ao ‘briefing’ e consultas que juntaram nas Nações Unidas  os chefes da diplomacia de Portugal, Angola e Guiné-Bissau.

“Estamos à espera que Portugal circule o texto revisto, importando emendas  de várias delegações”, disse a mesma fonte da missão dos Estados Unidos,  país que preside este mês ao Conselho de Segurança.

A possibilidade de aprovação este sábado está a ser dificultada pela reunião  convocada sobre a Síria, assunto que tem sido o principal foco de atenção  dos diplomatas do Conselho de Segurança nos últimos dias, tal como o Sudão  e a Coreia do Norte.

Fonte da missão de Portugal adiantou que hoje teve lugar mais uma reunião  de negociação do texto da declaração presidencial e disse “esperar que estejamos  muito perto do acordo”.

“Já está limada a maior parte dos pontos substantivos. Agora vamos ver  se há consenso entre os 15 membros, para que a declaração possa ser adotada”,  adiantou a mesma fonte, escusando-se a referir quais os pontos contenciosos  da negociação nos últimos dois dias.

“Há urgência em ter um texto forte, que demonstre a vontade do Conselho  de Segurança para enviar uma mensagem para o terreno de que encara a situação  como prioritária, e o ponto em que estamos”, referiu.

A reunião de quinta-feira terminou com com fortes apelos ao envio de  uma “força de interposição” multinacional e acusações de ligação dos militares  ao narcotráfico.

Após o briefing, o diplomata norte-americano Jeffrey DeLaurentis afirmou  que, no período de consultas fechadas, o representante especial do secretário-geral  da ONU, Joseph Mutaboba, alertou os países-membros para “a seriedade da  situação” na Guiné-Bissau.

“Avisou que, se fações civis se envolverem em confrontos, as baixas  podem ser significativas”, disse DeLaurentis, que presidiu à sessão.

Mutaboba confirmou ainda ao Conselho a nomeação de uma liderança “de  transição” pelo comando militar e partidos da oposição, o que foi imediatamente  repudiado.

“Os membros do Conselho de Segurança condenam a tomada de poder militar,  incluindo as nomeações extraconstitucionais e apelam à restauração das instituições  democráticas e à libertação dos responsáveis do Governo detidos pela junta”,  adiantou DeLaurentis.

Além dos elementos da anterior declaração do Conselho de Segurança,  como a exigência de regresso à ordem constitucional e libertação dos líderes  políticos detidos, deverão ser incluídos elementos novos sobre o possível  envio de uma força multinacional para o terreno, com mandato da ONU, segundo  fonte diplomática.

O pedido das autoridades guineenses para o envio da força, assinado  pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, já está com o Conselho de Segurança  e o secretário-geral da ONU.

Guiné-Bissau, Portugal e Angola, em nome da Comunidade dos Países de  Língua Portuguesa, defenderam quinta-feira passada perante o Conselho o  envio de uma força de “interposição”, com contingentes militares de países  da CPLP, CEDEAO e União Africana, com mandato da ONU.

O ministro guineense, Mamadu Djaló Pires, afirmou que a força deve ter  “um vasto mandato e um período dilatado”, por forma a “definitivamente virar  a página e permitir a afirmação de um Estado de direito democrático na Guiné-Bissau”.

Perante os 15 membros do Conselho, o ministro guineense responsabilizou  pelo golpe a chefia das Forças Armadas, em particular o chefe de Estado  maior António Indjai, a quem também apontou o dedo por crimes recentes no  país e envolvimento no narcotráfico.

O ministro Paulo Portas defendeu ainda sanções internacionais direcionadas  aos autores militares e colaboradores políticos do golpe, incluindo interdição  de viagens e congelamento de bens.

Lusa

via Portugal vai apresentar no Conselho Segurança nova versão de declaração presidencial relativa à Guiné-Bissau – SIC Notícias.

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