Guiné Bissau uma semana para entrada da ONU – Expresso.pt

Força multinacional terá como missão a proteção das autoridades civis e a restauração do poder civil. Lusa

O envio de uma força multinacional para a Guiné-Bissau mandatada pelo Conselho de Segurança da ONU pode ser concluído rapidamente, no prazo de uma semana, disse à agência Lusa a embaixadora do Brasil junto da ONU.

Maria Luiza Ribeiro Viotti, que preside à configuração Guiné-Bissau da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz, falou à Lusa após uma reunião no Conselho de Segurança, em que o envio da força foi pedido pelo ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, a par dos homólogos de Portugal e Angola, em nome da CPLP.

Segundo Viotti, a “constituição da força” ainda está por determinar, mas a sua missão é clara: a “proteção das autoridades civis, afirmar a restauração do poder civil”.

“Neste momento, é preciso uma condenação muito clara ao golpe. Não é possível admitir e contemporizar com tentativas de tomar o poder por via militar. Há recomendações de sanções e envio de uma missão CPLP-CEDEAO, tudo isso o Conselho deverá considerar”, adiantou.

Governantes em parte incerta

Os diversos intervenientes apelaram à tomada de medidas urgentes para solucionar a crise, numa reunião que teve lugar pouco depois de ser anunciada, em Bissau, a nomeação de autoridades de transição, continuando o primeiro ministro e presidente interino detidos em parte incerta.

Questionada sobre o prazo para aprovação da resolução, a diplomata disse que “há condições” dentro do Conselho para que tenha lugar durante a próxima semana.

O representante do secretário-geral, Joseph Mutaboba, falou por videoconferência, a partir de Bissau, na reunião do Conselho de Segurança, e deixou críticas à lentidão da disponibilização de apoios para a reforma do aparelho militar do país.

“Se nos tivéssemos movido mais rápido para disponibilizar os recursos necessários para a reforma do setor de segurança, teria sido possível arrancar atempadamente com a prevista desmobilização [de militares] e não estaríamos a discutir esta matéria esta noite”, disse Mutaboba.

“Podemos fazer mais”

“Este ato vai para os livros de história como mais um golpe que se deu sob o olhar da ONU e, portanto, de toda a comunidade internacional”, disse Mutaboba.

“Podíamos ter feito mais, podemos fazer mais. Espero que todos os parceiros dos guineenses tenham aprendido com este último revés que o tempo é crítico em tudo o que tencionamos fazer na Guiné-Bissau”, adiantou.

Em declarações à Lusa, Ribeiro Viotti disse que a Comissão a que preside “fez o possível para mobilizar recursos, apoio”, e que até estava em vias de ter início a reforma do aparelho militar.

“Nas vésperas da eleição havia a sensação de que, pelo menos, o projeto piloto poderia ser lançado porque já havia contribuições suficientes para, pelo menos, uma primeira fase, inclusive com contributos da própria Guiné-Bissau”, disse a embaixadora brasileira.

“Infelizmente, fomos todos surpreendidos por este golpe, que criou obstáculos muito grandes neste momento para que prosseguíssemos na constituição do fundo”, adianto

via Guiné Bissau uma semana para entrada da ONU – Expresso.pt.

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