Novas da Guiné Bissau: Em comunicado de imprensa Estado Maior-General das Forças Armadas justifica ordem de expulsão da MISSANG na Guiné-Bissau

Em comunicado de imprensa Estado Maior-General das Forças Armadas justifica ordem de expulsão da MISSANG na Guiné-Bissau

Bissau – O Director do Gabinete do Chefe do Estado Maior-General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Daba Na Walna, falou esta segunda-feira, 9 de Abril à imprensa para esclarecer a opinião pública sobre as circunstâncias em que o Chefe do Estado Maior-General das Forças Armadas António Indjai ordenou a retirada da Missão Angolana de Apoio a Reformas nos sectores de Defesa e Segurança (MISSANG) no país.

Num comunicado, distribuído à imprensa, o Estado Maior-General das Forças Armadas refere que «refuta o que considerou de infantilismo com que este assunto está a ser tratado na imprensa, através de notas de imprensas do Governo e até de certos partidos políticos que se posicionaram sobre o assunto, numa clara e desesperada tentativa de arrastar a sociedade castrense para o terreno político eleitoral».

Nesta perspectiva, Daba Na Walna disse estar consciente da sua missão constitucional, por isso, sublinha que vai declinar qualquer convite de carácter eleitoralista, resistindo às manobras da fútil diversão político partidária na Guiné-Bissau.

«Assunto como este merece ser tratado no fórum próprio e não na imprensa, através de comunicados ou notas de imprensa, como tem vindo a ser o caso», refere a classe castrense.

O Estado Maior-General disse que a primeira reacção de António Indjai em relação ao assunto MISSANG aconteceu numa reunião convocada pelo Presidente da República Interino, Raimanundo Pereira, num ambiente restrito, na presença de alguns membros do Governo.

Depois destes encontros, o gabinete de António Indjai informou que este nunca se pronunciou sobre o fim da MISSANG. «Em ambas as reuniões não se soltou e nem se ouviu da boca do Chefe do Estado Maior-General das Forças Armadas o pronunciamento da palavra fim da MISSANG», esclareceu.

Entre outros aspectos referidos nesta reunião consta ainda um encontro com o Embaixador de Angola, que disse estar a preparar um eventual golpe de Estado na Guiné-Bissau.

Os militares guineenses denunciaram ainda que, em 2011, o Governo angolano enviou «secretamente» para MISSANG sem, conhecimento do Executivo e das Forças Armadas, um lote de materiais de guerra, composto por 12 carros de combate, morteiros, armas antiaéreo de calibre médio (ZGU 1) montadas em viaturas.

As denúncias não ficaram por aí, de acordo com as Forças Armadas da Guiné-Bissau, depois dos acontecimentos de 26 de Novembro 2011, Angola reforçou com meios bélicos a sua missão em Bissau, com três tanques de combate, assim como substituiu os efectivos da MISSANG, enviando forças especiais equipadas com Coletes anti-balas, o que considerou de uma clara demonstração de força e prontidão de guerra.

Outro aspecto denunciado neste comunicado prende-se com uma alegada resistência por parte da MISSANG em entregar às Forças Armadas guineenses esses meios bélicos.

Por último, o documento refere que já foi aberta uma estrada desde a Guine-Conacri até à proximidade da povoação de Beli, Leste da Guiné-Bissau, região de Gabu, sem que os militares da Guiné-Bissau e da Guarda Nacional tenham sido informados da operação em causa.

Sumba Nansil

via Novas da Guiné Bissau: Em comunicado de imprensa Estado Maior-General das Forças Armadas justifica ordem de expulsão da MISSANG na Guiné-Bissau.

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2 comentários

  1. Este é um assunto da esclusiva competência do poder executivo e legislativo. Os militares não podiam em nenhuma circunstância, se não pela influência política, tornar o assunto público e depois querer impedir que o mesmo seja abordado nas orgãos de comunicação social. Os referidos sectores só sabem destruir o bem que os outros tentam construir. É lamentável! Aqueles materiais bélicos ficariam na Guiné. Pois a Missang não teria com quém lutar se não houver má intenção das nossas tropas e tudo seria na base de espírito de fraternidade dos dois países. Infelismente! Contudo, Angola tem dever de reconhecer o povo guineense e continuar a ajudá-lo.

  2. João Júnior · · Responder

    È triste o que acontece no meu país. Os militares precisam ter conciência das suas atribuições, precisam saber pensar por si mesmos, precisam entender e saber prever as consequências dos seus actos. Também é urgente a intervenção duma força estrangeira no País, uma força de verdade, uma missão de paz, de sensibilização. O Poder Militar “Kafft Kosta” não pode continuar a vincar no nosso país, é preciso que todos tenham olhos nas forças Armadas. O mais grave é que um soldado destes gospistas no decorrer da acção não soube identificar o Ministério de comércio, porque não sabe ler, teve que chamar alguém para dizê-o, mas depois disto vai ser promovido como sendo um oficial superior das nossa forças – É triste tudo isto.

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